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15/09/2010 08h48 | Atualizada em 15/09/2010 11h51
A OSX espera receber na primeira quinzena de outubro as propostas para a construção da OSX-2, a segunda plataforma do tipo FPSO (flutuante, para processamento, armazenamento e transferência) de propriedade da empresa e que será utilizada pela OGX, a companhia de exploração e produção de petróleo do Grupo EBX, do empresário Eike Batista.
O diretor de engenharia, afretamento e desenvolvimento da OSX, Eduardo Musa, explicou que a OSX-2 deverá ser construída no Brasil para garantir os requisitos de conteúdo nacional exigidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nos campos explorados pela OGX. Apesar da necessidade de suprir o conteúdo nacional, Musa admitiu que há a possibilidade de que a unidade seja construída fora do país, caso
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A OSX espera receber na primeira quinzena de outubro as propostas para a construção da OSX-2, a segunda plataforma do tipo FPSO (flutuante, para processamento, armazenamento e transferência) de propriedade da empresa e que será utilizada pela OGX, a companhia de exploração e produção de petróleo do Grupo EBX, do empresário Eike Batista.
O diretor de engenharia, afretamento e desenvolvimento da OSX, Eduardo Musa, explicou que a OSX-2 deverá ser construída no Brasil para garantir os requisitos de conteúdo nacional exigidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nos campos explorados pela OGX. Apesar da necessidade de suprir o conteúdo nacional, Musa admitiu que há a possibilidade de que a unidade seja construída fora do país, caso os estaleiros locais não sejam capazes de ficar com a encomenda, dado o grande aquecimento do setor no país.
"Caso ela seja feita no país, estimamos 36 meses para a construção", afirmou Musa, que participou da Rio Oil & Gas, no Rio de Janeiro.
A OSX-2 é uma dos quatro pedidos firmes feitos pela OGX para a OSX. Outra FPSO, a OSX-1, foi construída pelo estaleiro Samsung, na Coreia do Sul, e está em processo de comissionamento em Cingapura, com chegada prevista no Brasil para o ano que vem, enquanto a OSX-2 deverá estar pronta 2013. Ambas serão deslocadas para o campo de Waimea, na Bacia de Campos, onde a OGX vai iniciar sua produção. A OSX-1 tem capacidade de produzir até 60 mil barris por dia, enquanto a OSX-2 poderá extrair até 100 mil barris diários de petróleo.
Além dessas duas unidades, a OGX encomendou à companhia de construção naval do Grupo EBX duas outras plataformas fixas, que estão em fase de desenvolvimento do projeto conceitual.
A demanda total da OGX que deverá ser suprida pela OSX é de 48 unidades até 2019 e o diretor financeiro da empresa de construção naval, Roberto Monteiro, garantiu que a partir da quinta unidade as encomendas serão executadas pelo estaleiro que a companhia pretende construir no Brasil. Atualmente dois projetos estão em análise, um em Santa Catarina e outro no norte do Estado do Rio de Janeiro. Segundo Monteiro, o processo de licenciamento ambiental será essencial para a definição da localidade onde o empreendimento será erguido.
"A decisão será tomada em cima da licença prévia e das condicionantes", frisou Monteiro, que fez questão de afirmar que os dois processos de licenciamento em andamento serão decididos com base em análises técnicas, sem ingerência política.
De acordo Monteiro, o licenciamento prévio da obra em Biguaçu, em Santa Catarina, deverá sair em outubro, enquanto em dezembro será a vez do processo no Rio de Janeiro. "Decidiremos o local até o fim do ano", garantiu.
O executivo afirmou ainda que o estaleiro - que terá capacidade inicial de processar 180 mil toneladas de aço, utilizando o total de 220 mil toneladas por ano se incluído o aço de terceiros, já cortado - será construído entre 2011 e 2013, com as primeiras chapas de aço cortadas ainda durante a construção, em 2012. Cerca de 80% da capacidade da unidade será suprida pela OGX, mas um ano e meio depois da construção poderá ser concluída uma expansão, aumentando a capacidade para mais de 400 mil toneladas por ano.
"Essa expansão poderá ser feita tanto em Santa Catarina, quanto no Rio", disse Monteiro.
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