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Odebrecht estuda fazer IPO para estádios e subsidiárias

Brasil Econômico

03/09/2010 11h58 | Atualizada em 03/09/2010 15h02


A Odebrecht acha possível chamar sócios e até abrir capital de seus projetos para Copa do Mundo e Olimpíadas e de suas unidades de energia, disse Jayme Fonseca, diretor financeiro da construtora.

"A CNO [Construtora Norberto Odebrecht], pela posição de grande empreiteira do Brasil, está vendo que o mercado de infraestrutura vai demandar muitos investimentos ou aportes de capital", disse o executivo.

Os alvos de uma eventual oferta primária de ações seriam os estádios em que o grupo atuará como investidor, com direito de exploração após a construção, caso da Fonte Nova, em Salvador, e da Arena Pernambuco, próxima de Recife.

"Esses são projetos em que a Odebrecht pode ter um sócio no nível de projetos e não de engen

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A Odebrecht acha possível chamar sócios e até abrir capital de seus projetos para Copa do Mundo e Olimpíadas e de suas unidades de energia, disse Jayme Fonseca, diretor financeiro da construtora.

"A CNO [Construtora Norberto Odebrecht], pela posição de grande empreiteira do Brasil, está vendo que o mercado de infraestrutura vai demandar muitos investimentos ou aportes de capital", disse o executivo.

Os alvos de uma eventual oferta primária de ações seriam os estádios em que o grupo atuará como investidor, com direito de exploração após a construção, caso da Fonte Nova, em Salvador, e da Arena Pernambuco, próxima de Recife.

"Esses são projetos em que a Odebrecht pode ter um sócio no nível de projetos e não de engenharia e construção", afirmou Fonseca.

"Claro que a capacidade de investimento do acionista chega a um limite e você precisa diversificar seu equity, permitindo a entrada de outros sócios."

José Eduardo Carneiro Queiroz, sócio do Mattos Filho Advogados, disse em uma entrevista em 2 de agosto que empresas ligadas a infraestrutura de estradas, portos, aeroportos e telecomunicações devem ir a mercado nos próximos "dois ou três anos," com expectativa de exploração do petróleo na camada pré- sal, a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016.

Energia e saneamento
Segundo diretor da Odebrecht, a sociedade em projetos de estádios não poderia ocorrer no caso do Maracanã, no Rio de Janeiro. O estádio pertence ao Governo do Estado e, nesse caso, a Odebrecht atua junto com outras construtoras e apenas na obra, sem direitos de operação do local depois de pronto.

Fonseca comentou que outras empresas do grupo que podem no futuro vender ações são os braços de energia, a Odebrecht Óleo e Gás e a ETH Bioenergia.

A construtora, segundo ele, estaria fora da lista, pois "pode alavancar dívida no mercado dando o ativo como garantia."

A Foz do Brasil, que atua no segmento de saneamento básico, também pode ir a mercado em algum momento, para permitir a saída do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, que tem 26,5% da empresa, disse Fonseca.

O Banco BTG Pactual, líder na coordenação de ofertas de ações no país, projeta que as ofertas de ações no Brasil vão se acelerar no segundo semestre, depois que a Petrobras concluir a sua capitalização, segundo Guilherme Paes, principal executivo do BTG Pactual na unidade de banco de investimento.

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