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Zero Hora - RS
13/12/2010 11h45 | Atualizada em 13/12/2010 13h46
O levantamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) demonstra que, quatro anos depois, o país conseguiu avançar em algumas áreas prioritárias para assegurar ganhos em infraestrutura. Ainda assim, poderia ter feito mais, se dispusesse de mecanismos mais adequados para investir a totalidade dos recursos disponíveis.
Essa é uma questão a ser melhor equacionada pelo próximo governo, que deverá enfrentar uma contenção nos investimentos já na fase inicial e corre até mesmo o risco de precisar adiar empreendimentos constantes do programa cujas obras ainda não foram iniciadas.
Vista com ceticismo pela oposição, a estimativa feita pelo governo federal é de que, em quatro anos, foram investidos 82% dos recursos
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O levantamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) demonstra que, quatro anos depois, o país conseguiu avançar em algumas áreas prioritárias para assegurar ganhos em infraestrutura. Ainda assim, poderia ter feito mais, se dispusesse de mecanismos mais adequados para investir a totalidade dos recursos disponíveis.
Essa é uma questão a ser melhor equacionada pelo próximo governo, que deverá enfrentar uma contenção nos investimentos já na fase inicial e corre até mesmo o risco de precisar adiar empreendimentos constantes do programa cujas obras ainda não foram iniciadas.
Vista com ceticismo pela oposição, a estimativa feita pelo governo federal é de que, em quatro anos, foram investidos 82% dos recursos previstos pela iniciativa.
O setor mais favorecido foi o de rodovias, mas aeroportos, apontados como o principal gargalo do país na área de infraestrutura, foram os que contaram com o menor volume de recursos executados.
A questão preocupa, devido ao fato de que o país precisa se preparar melhor para a realização de megaeventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos a serem realizados no Rio de Janeiro, dois anos depois.
A particularidade de o maior programa de investimentos do país e um dos maiores do mundo não estar aplicando todos os recursos disponíveis não é o único problema nessa área.
Algumas obras emergenciais, aguardadas com expectativa pelas comunidades, enfrentam atrasos inexplicáveis. Outras tiveram seus valores finais elevados muito acima das expectativas.
O balanço deste final da gestão Luiz Inácio Lula da Silva não se presta apenas para leituras excessivamente otimistas por parte de quem está deixando o governo, nem para críticas excessivamente negativas por parte da oposição.
O essencial é que, a partir dele, a próxima administração possa aprimorar processos, criando condições para fazer o máximo possível, no menor prazo de tempo, com os recursos financeiros disponíveis.
27 de agosto 2020
02 de julho 2020
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