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Novas regras do Minha Casa Minha Vida entram em vigor

Mercado imobiliário aposta na atualização nos tetos das faixas de renda e também dos valores máximos dos imóveis para atingir número maior de clientes

GZH

30/04/2026 11h00


Com a estimativa de beneficiar pelo menos 87,5 mil famílias com taxas mais baixas, as novas regras do Minha Casa Minha Vida entraram em vigor no país no dia 22 de abril.

O governo federal ampliou o alcance do programa ao promover atualizações nos tetos das faixas de renda e também dos valores máximos dos imóveis. A alteração ocorre em um ambiente com juro ainda em patamar elevado e visa aquecer o mercado, colocando mais pessoas no universo de potenciais compradores de imóveis.

Em resumo, a medida, aprovada pelo Conselho Curador do FGTS em março, aumenta o limite de renda de todas as quatro faixas do programa. O teto do valor dos imóvei

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Com a estimativa de beneficiar pelo menos 87,5 mil famílias com taxas mais baixas, as novas regras do Minha Casa Minha Vida entraram em vigor no país no dia 22 de abril.

O governo federal ampliou o alcance do programa ao promover atualizações nos tetos das faixas de renda e também dos valores máximos dos imóveis. A alteração ocorre em um ambiente com juro ainda em patamar elevado e visa aquecer o mercado, colocando mais pessoas no universo de potenciais compradores de imóveis.

Em resumo, a medida, aprovada pelo Conselho Curador do FGTS em março, aumenta o limite de renda de todas as quatro faixas do programa. O teto do valor dos imóveis das faixas 3 e 4 do também foi elevado. Por exemplo, o teto de renda da 4 passa de até R$ 12 mil para até R$ 13 mil.

Além disso, os integrantes dessa categoria poderão comprar imóveis de até R$ 600 mil - um acréscimo de R$ 100 mil em relação à tabela anterior.

O diretor para assuntos de Habitação de Interesse Social do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon), Ricardo Prada, afirma que, com os custos de construção subindo, naturalmente, os valores dos imóveis aumentaram junto.

Com isso, as rendas foram ficando defasadas em relação aos tetos e as pessoas não conseguiram comprar determinados imóveis de interesse social.

Na avaliação do executivo, essa atualização do programa corrige essa distorção. Com isso, a "parcela cabe no bolso" de um número maior de pessoas.
“Você consegue manter a taxa de juros no patamar mais baixo possível, já numa renda mais alta. Então, ao subir, você volta para o mercado com um pedaço de compradores, ou de pretendentes, que estavam com dificuldade porque as taxas de juros estavam elevadas para esse perfil’, diz.

Prada afirma que essas atualizações criam ambiente para certa liquidez para algumas unidades, mesmo com o valor agregado mais alto. Isso porque você acaba baixando a taxa de juros e, portanto, a prestação fica melhor para o consumidor.

“Quando você aumenta R$ 100 mil para a faixa 4 você acrescenta no mercado, com uma facilidade maior hoje de taxa de juros. Como a taxa atual do SBPE (modalidade de financiamento imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança) está em torno de 12%, você consegue colocar mais um grupo de unidades disponíveis, facilitando assim a aquisição da casa própria”, explica.

Impacto no mercado imobiliário - Com aumento no número de famílias com potencial de compra, abre-se um espaço para acréscimo nas vendas.

O diretor do Sinduscon-RS afirma que um dos primeiros impactos no setor é no âmbito do estoque de imóveis que se enquadram nesses valores do Minha Casa, Minha Vida. Com melhores condições de comprar, existe espaço para maior saída de unidades disponíveis, segundo o dirigente:

“As empresas que hoje têm estoque nessa faixa de preços e que não estavam conseguindo ter uma liquidez tão boa, voltam para um patamar mais interessante. Você acaba restabelecendo um padrão positivo na relação entre renda e preço”, complementa.

Em relação ao impacto nos lançamentos, Prada afirma que o principal efeito é a possibilidade de as empresas “retirarem da prateleira" projetos que já estavam aprovados, mas que não eram viáveis antes do ajuste das faixas de renda e preço.

O governo federal estima também que, com as mudanças, 31,3 mil famílias serão incluídas na faixa 3, e outras 8,2 mil de classe média terão acesso ao Minha Casa, Minha Vida pela faixa 4.

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