Assessoria de Imprensa
09/06/2026 10h52
As vendas de cimento em maio de 2026 totalizaram 5,7 milhões de toneladas, registrando uma queda de 1,0% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).
No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o setor apresentou um crescimento de 1,2% frente ao ano passado.
O volume de vendas de cimento por dia útil, um indicador-chave de performance, registrou 254 mil toneladas, uma alta de 4,4% em comparação ao mês de abril e de 3,5% ante o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano (jan-maio), o desempenho registra elevação de 2,2%.
O resultado segue sustentado pelo mercado de trabalho aq
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As vendas de cimento em maio de 2026 totalizaram 5,7 milhões de toneladas, registrando uma queda de 1,0% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).
No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o setor apresentou um crescimento de 1,2% frente ao ano passado.
O volume de vendas de cimento por dia útil, um indicador-chave de performance, registrou 254 mil toneladas, uma alta de 4,4% em comparação ao mês de abril e de 3,5% ante o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano (jan-maio), o desempenho registra elevação de 2,2%.
O resultado segue sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pelo mercado imobiliário, fortemente impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Além disso, a aceleração dos projetos rodoviários em pavimento rígido, aliada ao desenvolvimento de tecnologias para implantação de ruas e avenidas em concreto, vem se constituindo como importante vetor de demanda do cimento. Apesar da resiliência nas vendas, a indústria enfrenta um cenário desafiador de juros altos (Selic), inflação e forte pressão nos custos gerada pela instabilidade no Oriente Médio.
A conjuntura econômica nacional reflete esse desempenho. A taxa de desemprego fechou em 5,8% em abril, o menor patamar para o mês desde 2012, mantendo a massa salarial estável e próxima do seu maior nível histórico, mesmo com uma ligeira queda nos rendimentos.
Apesar desse cenário positivo, a confiança do consumidor caiu em maio, refletindo um movimento de acomodação após dois meses de alta, com as famílias de renda mais baixa sinalizando uma pior expectativa para o futuro.
A taxa de informalidade apresentou estabilidade em 37,2%. Por outro lado, a geração de empregos formais decepcionou e acendeu um alerta, registrando o pior resultado para o mês de abril desde 2021.
No mercado imobiliário, as vendas subiram 4,1% no primeiro trimestre, impulsionadas pelo MCMV, que registrou um salto de 10% no período e já representa 49% dos lançamentos do setor.
O aporte de R$ 20 bilhões, provenientes do Pré-sal, permitiu ao governo elevar a meta para 3 milhões de moradias contratadas até o final de 2026. Em paralelo, o programa de reformas de casas também foi ampliado, com um aumento de crédito para R$ 50 mil e redução da taxa de juros para 0,99% ao mês.
O cenário macroeconômico continua inspirando cautela. As expectativas de inflação seguem crescendo e, somadas às incertezas externas e aos custos do petróleo, fizeram o mercado elevar a projeção da taxa Selic no fim do ano para 13,50%.
A confiança da construção civil ficou estável em maio, embora o segmento de edificações tenha se mostrado mais pessimista diante da falta de mão de obra e da pressão de custos.
Já a confiança da indústria voltou a crescer em maio, impulsionada por uma melhora na demanda e pela normalização dos estoques após o susto inicial com a guerra no Oriente Médio, embora o ambiente permaneça incerto e vulnerável aos desarranjos na cadeia de produção.
Já no varejo, o cenário também é de retração. Em abril, as vendas de materiais de construção recuaram 4,9%. Essa queda evidencia um gargalo persistente: a restrição ao consumo e crédito.
Com o endividamento comprometendo 49,8% da renda das famílias, a inadimplência bateu recorde histórico e hoje afeta 83,3 milhões de brasileiros. Esse quadro tem sido agravado pelo avanço acelerado das apostas on-line (bets), que subtraíram R$ 143,8 bilhões do comércio varejista nos últimos dois anos e arrastaram 269 mil famílias para a inadimplência.
Por fim, o setor se mantém apreensivo em relação às diretrizes do Novo Desenrola, que continua estimulando o uso de recursos do FGTS para a quitação de dívidas. A medida evidencia o desvio da função primordial do fundo, que foi estruturalmente criado para financiar o acesso à moradia.
“O setor convive com sinais mistos. Por um lado, é inegável que o aquecimento no mercado de trabalho e as atualizações nos programas habitacionais são alicerces para os resultados positivos. Contudo, lidamos com um cenário negativo de uma menor queda para a Selic e a alta na inflação, acentuado pela instabilidade no Oriente Médio. Ademais, a indústria acompanha com atenção a votação do projeto que propõe o fim da jornada na escala 6x1, uma vez que essa possível alteração trabalhista tem potencial para onerar fortemente os custos de operação da indústria", afirma Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.
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