Mercado
Jornal da Energia
16/05/2012 10h29 | Atualizada em 16/05/2012 13h50
Após ter adiado o início das operações comerciais nas termelétricas de Itaqui e Energia Pecém, a MPX diz estar em dia com o cronograma de implantação do complexo térmico Paranaíba, que está sendo construído no Maranhão.
“Esperamos que o suprimento de gás ocorra entre agosto e setembro próximos”, projetou Eduardo Kramer, presidente da companhia, durante uma teleconferência com investidores na tarde desta terça-feira (15/5). O combustível para a planta será fornecido pela OGX Maranhão, que explora blocos terrestres de gás natural na região. Ambas empresas pertencem ao Grupo EBX, do empresário Eike Batista.
Nesse projeto, a MPX tem a obrigação de concluir 676MW a
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Após ter adiado o início das operações comerciais nas termelétricas de Itaqui e Energia Pecém, a MPX diz estar em dia com o cronograma de implantação do complexo térmico Paranaíba, que está sendo construído no Maranhão.
“Esperamos que o suprimento de gás ocorra entre agosto e setembro próximos”, projetou Eduardo Kramer, presidente da companhia, durante uma teleconferência com investidores na tarde desta terça-feira (15/5). O combustível para a planta será fornecido pela OGX Maranhão, que explora blocos terrestres de gás natural na região. Ambas empresas pertencem ao Grupo EBX, do empresário Eike Batista.
Nesse projeto, a MPX tem a obrigação de concluir 676MW até o início de 2013 e 517MW em 2014. Essas duas primeiras fases venderão a produção no mercado regulado, por meio de contratos fechados em leilões de energia. Há, ainda, outros 338MW vendidos no mercado livre a partir de 2019. Essa geração será consumida pela MMX, mineradora que também faz parte da EBX.
Kramer comentou que o complexo do Parnaíba é um empreendimento de “rapidíssimo comissionameto, aliado à baixa complexidade de construção e operação”, reforçando que, passada a época da chuva, a confiança é grande na entrada dentro do prazo.
Cronogramas adiados
Em abril deste ano, a MPX teve autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma alteração do cronograma de implantação das usinas de Itaqui e Energia Pecém. A data de início dos contratos foi deslocada para junho e julho de 2012, respectivamente. Agora, após essa postergação, a companhia informa estar na reta final dos dois empreendimentos.
Na UTE Pecém I (720MW), no Ceará, a empresa está em fase final de comissionamento, com a primeira sincronização com a rede elétrica programada para após testes de turbina. “Estamos nos últimos 100 metros antes da operação comercial”, disse Karrer, comparando a implantação da usina a uma corrida.
A planta de Itaqui (360MW), no Maranhão, também está em finalização. Nesse caso, uma paralisação de obras motivada por decisão judicial e o atraso na emissão da outorga pelo Ministério de Minas e Energia para o projeto justificaram o atraso. Tais entraves teriam consumido 355 dias dos investidores.
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