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06 de maio de 2021
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Ministério prepara novos leilões para o 2º semestre

Segundo secretário do MInfra, modais ferroviário, rodoviário e portuário devem ser contemplados
Fonte: Assessoria de Imprensa

O Ministério de Infraestrutura (MInfra) prepara novos leilões para o 2º semestre de 2021 nos modais ferroviário, rodoviário e portuário. A informação foi dada pelo secretário executivo do MInfra, Marcelo Sampaio, que participou da segunda edição da Paving Virtual realizada entre os dias 4 e 6 de maio.

Entre os projetos apresentados pelo secretário estão a Ferrogrão, com 993 km, Dutra (Rio-São Paulo), BR-163 (Mato Grosso-Pará), BR-381/262 (Minas Gerais e Espírito Santo) e arrendamentos de terminais nos portos de Santos, Maceió, Vila Conde, entre outros. Somando com os projetos previstos para 2022, a previsão do Ministério é movimentar nesses dois anos um montante de pelo menos R$ 201 bilhões.

Até 2023, o Ministério pretende ampliar a fatia de investimentos privados na infraestrutura de transporte do país, segundo Sampaio, chegando a um percentual de 76% – 48% em novos projetos e 28% em contratos vigentes – contra 26% de investimento público.

Ele explicou que o orçamento da pasta é insuficiente para atender as demandas do país e a saída encontrada foi modernizar, digitalizar e transferir os ativos do sistema público para o privado.

Já a diretora de Regulação Econômica e Políticas...


O Ministério de Infraestrutura (MInfra) prepara novos leilões para o 2º semestre de 2021 nos modais ferroviário, rodoviário e portuário. A informação foi dada pelo secretário executivo do MInfra, Marcelo Sampaio, que participou da segunda edição da Paving Virtual realizada entre os dias 4 e 6 de maio.

Entre os projetos apresentados pelo secretário estão a Ferrogrão, com 993 km, Dutra (Rio-São Paulo), BR-163 (Mato Grosso-Pará), BR-381/262 (Minas Gerais e Espírito Santo) e arrendamentos de terminais nos portos de Santos, Maceió, Vila Conde, entre outros. Somando com os projetos previstos para 2022, a previsão do Ministério é movimentar nesses dois anos um montante de pelo menos R$ 201 bilhões.

Até 2023, o Ministério pretende ampliar a fatia de investimentos privados na infraestrutura de transporte do país, segundo Sampaio, chegando a um percentual de 76% – 48% em novos projetos e 28% em contratos vigentes – contra 26% de investimento público.

Ele explicou que o orçamento da pasta é insuficiente para atender as demandas do país e a saída encontrada foi modernizar, digitalizar e transferir os ativos do sistema público para o privado.

Já a diretora de Regulação Econômica e Políticas Públicas na LCA Consultores, Claudia Viegas, em palestra promovida pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura (Sinicon), mostrou a importância do investimento em infraestrutura no país.

Segundo a economista, se houvesse um investimento na área de R$ 28 bilhões neste ano e em 2022, o efeito multiplicador poderia gerar no curto prazo R$ 40,4 bilhões de PIB, 943,5 mil novos empregos, R$ 6,4 bilhões em impostos e R$ 14 bilhões de salários, além dos efeitos indiretos, como a compra de insumos e o efeito renda, com as famílias empregadas consumindo produtos.

Em termos de longo prazo, Claudia elencou dois benefícios: o ganho de competitividade em nível global e o crescimento do PIB em cerca de 7%, caso o Brasil se colocasse entre os cinco primeiros no pilar Infraestrutura do Índice de Competitividade Global.

Ela afirmou que a saída da crise passa pelos investimentos em infraestrutura e que cabe ao setor público criar condições para que o setor privado invista na área.

Ainda durante o evento, o coordenador Geral de Meio Ambiente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), João Felipe, explicou como a tecnologia tem sido aplicada na elaboração de estudos ambientais, com foco na estruturação e especialização de dados e o uso de ferramentas BIM (Building Information Modeling) tem auxiliado para que os envolvidos nos processos compreendam melhor as etapas do licenciamento ambiental.

Conforme explicou Felipe, a ideia é mudar paradigmas com a transformação digital, como por exemplo, durante a execução da obra.

“Nosso cenário potencial é sair dos atuais 285 dias para resolução de problemas nessa fase para cerca de 30 dias”. Para isso, o órgão está desenvolvendo o ECO Sistema – Estruturado de Controle Ambiental de Obras, que possibilitará trazer informações de campo em tempo real para ganhar velocidade nas decisões.

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