CNN Brasil
04/03/2026 08h00
Os LRCaps (leilões de reserva de capacidade na forma de potência) programados para os dias 18 e 20 de março vão ter competição. A certeza é compartilhada entre participantes de evento promovido pela plataforma digital MegaWhat em Brasília, no dia 3 d emarço, que debateu a disputa.
Os leilões receberam inscrições de 368 projetos totalizando 120.386 megawatts.
Ex-diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e hoje diretor executivo da Neal (Negócios de Energia Associados Ltda.), Edvaldo Santana calcula que o preço agora em março de 2026 deve ficar entre 30% e 40% abaixo dos valores praticados n
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Os LRCaps (leilões de reserva de capacidade na forma de potência) programados para os dias 18 e 20 de março vão ter competição. A certeza é compartilhada entre participantes de evento promovido pela plataforma digital MegaWhat em Brasília, no dia 3 d emarço, que debateu a disputa.
Os leilões receberam inscrições de 368 projetos totalizando 120.386 megawatts.
Ex-diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e hoje diretor executivo da Neal (Negócios de Energia Associados Ltda.), Edvaldo Santana calcula que o preço agora em março de 2026 deve ficar entre 30% e 40% abaixo dos valores praticados no primeiro leilão, realizado em 2021.
“A quantidade de oferta é grande, o preço deve ser baixo. Seria frustrante contratar pouco de potência”, declarou sobre a expectativa em relação ao volume a ser contratado. A estimativa dos participantes é que o governo compre entre 17 gigawatts e 24 gigawatts de potência.
Representantes dos geradores manifestaram preocupação com o volume de potência a ser ofertado agora e quanto será reservado para as baterias no próximo certame, já confirmado, mas ainda sem data marcada.
O medo dos geradores é que o leilão desse mês acabe não sendo suficiente para suprir as necessidades de potência.
“O sistema vai se beneficiar das diferentes tecnologias, como baterias. Mas, não pode reservar volume para tecnologias, no futuro. A tecnologia tem que ser testada e aprovada. Temos várias formas de testar. Não precisa ser um LRcap. Tem outras formas de inserir novas tecnologias”, avaliou Marcelo Lopes, diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva.
A preocupação é de que o governo deixe de comprar energia nesse leilão para optar por uma nova tecnologia no futuro, as baterias - ainda não testadas no sistema brasileiro.
Christiany Salgado Faria, diretora no Ministério de Minas e Energia, lembrou que os leilões são uma realidade, inclusive o de baterias.
“Estudos indicam as necessidades. Estruturamos as contratações. O trabalho do MME é de compreender e atrair essas conversas”, justificou a diretora do Ministério.
Para Christiano Vieira da Silva, diretor de Operação do ONS (Operador Nacional do Sistema), o LRCap é uma tentativa de encontrar um mix de recursos para resolver o problema do sistema. O objetivo é levar segurança com soluções mais rápidas, menos restrições e mais eficiência.
Roberto Valer, CTO na Huawei Digital Power Brasil, representou o segmento de baterias no evento. Ele acredita que o futuro LRCap para o segmento deve ter pelo menos dois gigawatts em disputa.
Valer destacou que os empreendimentos desse setor têm uma implementação mais rápida, diminuindo o tempo entre o leilão e a entrada em operação.
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