Mercado
Valor Econômico
26/10/2010 11h46 | Atualizada em 26/10/2010 13h46
A oferta de cobre será insuficiente nos próximos dois anos para atender a enorme demanda originária do 'boom' de infraestrutura nos mercados emergentes, avaliam especialistas.
Desde 1990, a produção subiu de 495 mil toneladas por ano para 15,4 milhões de toneladas no ano passado. A expectativa é de produção de 16,2 milhões de toneladas no ano que vem e de 17 milhões de toneladas em 2012, com quase metade vindo das minas da América Latina.
Ainda assim, o banco italiano UniCredit projeta deficit de oferta de 446 mil toneladas em 2011 e de 595 mil toneladas em 2012. Isso levará a uma queda forte nos estoques nas bolsas de futuros de Nova York, Londres e Xangai para apenas cinco dias de consumo.
O preço do c
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A oferta de cobre será insuficiente nos próximos dois anos para atender a enorme demanda originária do 'boom' de infraestrutura nos mercados emergentes, avaliam especialistas.
Desde 1990, a produção subiu de 495 mil toneladas por ano para 15,4 milhões de toneladas no ano passado. A expectativa é de produção de 16,2 milhões de toneladas no ano que vem e de 17 milhões de toneladas em 2012, com quase metade vindo das minas da América Latina.
Ainda assim, o banco italiano UniCredit projeta deficit de oferta de 446 mil toneladas em 2011 e de 595 mil toneladas em 2012. Isso levará a uma queda forte nos estoques nas bolsas de futuros de Nova York, Londres e Xangai para apenas cinco dias de consumo.
O preço do cobre para entrega em três meses na London Metal Exchange subiu 23% nos últimos três meses, na medida em que o dólar americano fraco fez investidores buscarem aplicações alternativas.
A demanda da China mantém a pressão sobre os preços. Conforme o banco inglês Barclays Capital, os chineses continuam elevando as importações líquidas. De janeiro a setembro, foram de 2,3 milhões de toneladas, apenas 10% a menos do que o recorde de anos anteriores.
A estimativa é de que o preço por tonelada, hoje por volta de US$ 8.500, alcance 8.700 até 2012. Com o preço atravessando seu melhor ciclo em quatro décadas, analistas notam que o Chile e o Peru fazem uma guerra comercial para ter o domínio do mercado. Os dois vão continuar a investir para elevar a capacidade de produção.
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