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Valor
25/10/2011 12h08
Na esteira de cotações mais altas do petróleo, a petrolífera britânica BP registrou lucro líquido de US$ 4,907 bilhões no terceiro trimestre, mais que o dobro do verificado um ano antes. Entre julho e setembro de 2010, os ganhos líquidos da companhia haviam sido de US$ 1,785 bilhão. Incluindo ganhos por ajustes em preços de estoques, o lucro líquido trimestral foi de US$ 5,14 bilhões, uma alta de 178%.
Na mesma base de comparação, as receitas subiram 31%, para US$ 96,7 bilhões, diante de preço médio do barril de Brent de US$ 112 — no terceiro trimestre do ano passado, a cotação média foi de US$ 77 por barril de óleo.
Para o principal executivo do grupo, Bob Dudley, o trimestre representou o momento “da virada” da BP,
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Na esteira de cotações mais altas do petróleo, a petrolífera britânica BP registrou lucro líquido de US$ 4,907 bilhões no terceiro trimestre, mais que o dobro do verificado um ano antes. Entre julho e setembro de 2010, os ganhos líquidos da companhia haviam sido de US$ 1,785 bilhão. Incluindo ganhos por ajustes em preços de estoques, o lucro líquido trimestral foi de US$ 5,14 bilhões, uma alta de 178%.
Na mesma base de comparação, as receitas subiram 31%, para US$ 96,7 bilhões, diante de preço médio do barril de Brent de US$ 112 — no terceiro trimestre do ano passado, a cotação média foi de US$ 77 por barril de óleo.
Para o principal executivo do grupo, Bob Dudley, o trimestre representou o momento “da virada” da BP, que enfrentou uma crise sem precedentes em razão do vazamento de óleo no Golfo do México em 2010. Além disso, o grupo ampliou o programa de venda de ativos e, até 2013, deverá ter alcançado US$ 45 bilhões em “desinvestimentos”.
“O ano passado foi sem precedentes em termos de desafios e a BP tem respondido bem. Temos estabelecido uma base sólida para o futuro”, disse o executivo. “Nossas operações estão recuperando força e estamos encarando o futuro com grande confiança.”
Conforme Dudley, o grupo seguirá administrando ativamente seu portfólio, o que inclui a ampliação do programa de venda de ativos, inicialmente estipulado em US$ 30 bilhões. Agora, a BP deverá vender mais US$ 15 bilhões em ativos até 2013, elevando a US$ 45 bilhões a meta de “desinvestimentos”.
“Planos previamente anunciados para vender duas refinarias nos Estados Unidos e atividades associadas estão incluídos no programa estendido”, informou a companhia.
No terceiro trimestre, o caixa líquido da BP proveniente das atividades operacionais, e incluindo os impactos do acidente no Golfo do México, foi de US$ 6,9 bilhões, comparado a caixa líquido de US$ 700 milhões um ano antes. Conforme Dudley, o fluxo de caixa da BP deve crescer 50% até 2014, considerando-se cotação do barril de US$ 100 naquele ano.
Ao fim do trimestre, a dívida líquida da companhia estava em US$ 25,8 bilhões, ante US$ 26,4 bilhões um ano antes.
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