Mercado
Reuters
08/10/2010 10h59 | Atualizada em 08/10/2010 13h59
A Cemig anunciou na manhã desta quinta-feira que a Enlighted Partners Venture Capital exerceu a sua opção de venda de parcela da Light para a estatal mineira de energia.
A empresa norte-americana possuía as cotas da Luce Investment Fund, que detém 75% da Luce Brasil Fundo de Investimento em Participações, que, por sua vez, é detentora indireta de 13,03% do capital total da Light.
A possibilidade de compra de tal participação já havia sido sinalizada pela companhia mineira em 24 de março, e a Luce tinha até 6 de outubro para divulgar sua decisão. Em março, a Cemig afirmou que o preço das cotas, caso a opção fosse exercida, seria de US$ 340,4 milhões.
Em dezembro de 2009, a Cemig adquiriu a participação da
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A Cemig anunciou na manhã desta quinta-feira que a Enlighted Partners Venture Capital exerceu a sua opção de venda de parcela da Light para a estatal mineira de energia.
A empresa norte-americana possuía as cotas da Luce Investment Fund, que detém 75% da Luce Brasil Fundo de Investimento em Participações, que, por sua vez, é detentora indireta de 13,03% do capital total da Light.
A possibilidade de compra de tal participação já havia sido sinalizada pela companhia mineira em 24 de março, e a Luce tinha até 6 de outubro para divulgar sua decisão. Em março, a Cemig afirmou que o preço das cotas, caso a opção fosse exercida, seria de US$ 340,4 milhões.
Em dezembro de 2009, a Cemig adquiriu a participação da Andrade Gutierrez (12,5%) na Light e assinou contrato para futura compra da parcela da Equatorial Energia na empresa fluminense, num processo de reestruturação do bloco de controle.
A Cemig já tinha 13,03% do controle da Light, visto que antes da reestruturação anunciada em dezembro a própria Cemig, Andrade Gutierrez, Equatorial e Luce tinham cerca de 52% da Light por meio da Rio Minas Energia, que foi extinta nesse processo.
Segundo o gerente de Mercados e Investidores da Cemig, Antonio Carlos Braga, desta forma, até o momento a Cemig tem 25,5% do controle direto da Light.
"A aquisição da parte da Equatorial será feita por meio de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), onde a participação da Cemig ainda não está definida, mas será de menos de 50%", explicou o executivo à Reuters.
A parcela restante da SPE, segundo Braga, será destinada a fundos de investimento. A aquisição dos 13,03% da Equatorial na Light deverá ser concluída até o final do ano.
A estratégia, conforme o executivo da Cemig, tem como objetivo garantir que a Light não seja diretamente controlada pela estatal mineira, o que configuraria estatização.
"A compra da parcela da Luce também pode ser feita por meio da SPE, mas isso ainda não está definido."
Para o analista Rafael Quintanilha, da Brascan Corretora, a notícia é neutra para as empresas, pois "o movimento já era esperado desde o fim da Rio Minas".
As ações da Light exibiam alta de 1,50% às 13h01, a R$ 22,28. As da Cemig mostravam estabilidade a R$ 28,12.
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