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Agência Estado
24/06/2010 16h43 | Atualizada em 24/06/2010 19h46
CAMBERRA - A trabalhista Julia Gillard é a nova primeira-ministra da Austrália, após vencer convenção partidária no fim da noite de quarta-feira (manhã desta quinta-feira pelo horário local), convocada pelo ex-chefe de governo Kevin Rudd, para decidir quem lideraria o partido nas eleições gerais no país, em meio a uma rebelião dentro das fileiras governistas.
Julia, já como primeira-ministra, pediu um trégua na batalha entre a indústria de mineração e o governo em relação a uma controversa taxa de 40% sobre o lucro das mineradoras, mas ao mesmo tempo, disse que manterá o plano do governo de atingir as metas orçamentárias, das quais dependem o imposto.
Julia afirmou que o governo irá parar com a propaganda favorável à taxa
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CAMBERRA - A trabalhista Julia Gillard é a nova primeira-ministra da Austrália, após vencer convenção partidária no fim da noite de quarta-feira (manhã desta quinta-feira pelo horário local), convocada pelo ex-chefe de governo Kevin Rudd, para decidir quem lideraria o partido nas eleições gerais no país, em meio a uma rebelião dentro das fileiras governistas.
Julia, já como primeira-ministra, pediu um trégua na batalha entre a indústria de mineração e o governo em relação a uma controversa taxa de 40% sobre o lucro das mineradoras, mas ao mesmo tempo, disse que manterá o plano do governo de atingir as metas orçamentárias, das quais dependem o imposto.
Julia afirmou que o governo irá parar com a propaganda favorável à taxa e pediu as mineradoras que cessem suas campanhas contra o imposto. "Os australianos têm o direito a uma participação mais justa em nossa herança, a riqueza mineral que está em nosso solo", afirmou. "Mas para se chegar a um consenso precisamos mais do que consultas, precisamos negociar e devemos acabar com essa incerteza, que não é boa para a nação". Ela acrescentou que o governo está com as portas abertas para a indústria e pediu à indústria que, em troca, abra sua mente.
No entanto, a renovação da promessa de trazer o orçamento para um superávit em 2013, um objetivo que depende do novo imposto sobre o lucro das mineradoras - a menos que o governo volte atrás de promessas assumidas - trouxe dúvidas sobre o quanto a primeira-ministra conseguirá avançar em eventuais negociações.
Executivos mais céticos das mineradoras observam também que o secretário do Tesouro, Wayne Swan, o arquiteto do imposto, não apenas tem mantido inalterada sua posição, como também foi promovido a vice-primeiro-ministro.
Rudd, que assumiu o poder em novembro de 2007, convocou a convenção partidária depois de Julia ter anunciado que desafiaria sua liderança no Partido Trabalhista. Julia Gillard foi eleita sem oposição, uma vez que Kevin Rudd retirou-se da disputa momentos antes da votação. Ela é a primeira mulher a chefiar o governo australiano.
Como lidera o partido majoritário no Parlamento, a posse de Julia no posto de primeira-ministra não passa de mera formalidade.
Analistas consideram improvável que ela promova alguma mudança na essência na política externa australiana, como o envolvimento militar do país no Afeganistão.
Rudd liderou os trabalhistas numa vitória por ampla maioria há quase três anos, mas vinha perdendo apoio, segundo recentes pesquisas de opinião. As informações são da Dow Jones.
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