Redação
22/01/2026 10h40 | Atualizada em 22/01/2026 11h03
Elaborado pela ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o Livro Azul da Infraestrutura 2025 apresenta um panorama detalhado sobre os investimentos e projetos no setor logístico e energético do Brasil.
Nesse sentido, o documento cataloga uma ampla gama de iniciativas federais e estaduais, abrangendo áreas como rodovias, ferrovias, aeroportos e saneamento básico.
Por meio de parcerias público-privadas e concessões, a publicação detalha estratégias para modernizar a rede de transportes e ampliar a eficiência dos serviços públicos em diversas regiões.
Além de listar p
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Elaborado pela ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o Livro Azul da Infraestrutura 2025 apresenta um panorama detalhado sobre os investimentos e projetos no setor logístico e energético do Brasil.
Nesse sentido, o documento cataloga uma ampla gama de iniciativas federais e estaduais, abrangendo áreas como rodovias, ferrovias, aeroportos e saneamento básico.
Por meio de parcerias público-privadas e concessões, a publicação detalha estratégias para modernizar a rede de transportes e ampliar a eficiência dos serviços públicos em diversas regiões.
Além de listar projetos específicos, o material fornece ainda análises estatísticas e projeções financeiras que sustentam o planejamento econômico do país para os próximos anos.
Por fim, a obra destaca a importância da segurança jurídica e da sustentabilidade como pilares essenciais para atrair capital privado e promover o desenvolvimento nacional.
Em termos de investimentos, o relatório destaca um ciclo que, apesar das taxas elevadas de juros, vem batendo recordes sucessivos.
Após crescimentos expressivos em 2023 e 2024, projeta-se para 2025 um aumento de aproximadamente 3% nos investimentos totais, atingindo a marca histórica de R$ 280 bilhões.

Esse desempenho é sustentado predominantemente pelo setor privado, que detém cerca de 84% de participação nos aportes e deve crescer 6% em termos reais em 2025, compensando a queda de 11% prevista para o setor público.
No entanto, os investimentos não foram uniformes entre as diferentes áreas.
Os principais destaques abrangem Saneamento Básico, que apresenta um crescimento real projetado de 35,7%, impulsionado pelo novo marco regulatório e pela expansão de investimentos das empresas.
Também em alta, Transporte e Logística têm previsão de expansão de 12,7%, enquanto Energia e Telecomunicações devem registrar reduções de 7,5% e 6,6%, respectivamente, devido às menores necessidades de investimento em gerações eólica/solar e demandas de mercado já atendidas.
O relatório aponta ainda que o hiato de investimentos caiu para 1,74% do PIB em 2025.
“Mas para zerar as lacunas, seria necessário mais do que triplicar os níveis atuais de investimento em logística e aumentar em 30% os aportes em saneamento, mantendo esse ritmo por uma década”, destaca o estudo.
As perspectivas para os próximos cinco anos são promissoras, como mostra o paper, fundamentadas em uma carteira de 469 novos projetos de concessão e PPPs de origem federal, estadual e municipal.
Em volume financeiro, esses projetos envolvem cerca de R$ 760 bilhões em novos investimentos.
O montante está distribuído principalmente em Rodovias (R$ 209,5 bilhões), Ferrovias (R$ 183,3 bilhões), Mobilidade Urbana (R$ 174,6 bilhões) e Saneamento (R$ 81,1 bilhões).
Excluindo os projetos federais, a Região Sudeste lidera com R$ 270,7 bilhões em projetos em estruturação, seguida pelo Nordeste (R$ 75,9 bilhões) e Centro-Oeste (R$ 32,1 bilhões).
No setor de Transporte e Logística, a projeção média anual de investimentos privados é de R$ 49,2 bilhões até 2030.
Já em Saneamento, estima-se um total de R$ 144,3 bilhões no período de cinco anos, visando a universalização dos serviços.
“Após avançarem 19,4% em 2023 e 15,4% em 2024 em termos reais, os investimentos em infraestrutura crescerão aproximadamente 3% em 2025. Contudo, esse menor crescimento não deve ser interpretado como uma tendência estrutural de desaceleração”, aponta o relatório.
“A depender da quantidade de projetos de concessão/PPPs em estruturação, as perspectivas para 2026 em diante são promissoras, mas será preciso enfrentar desafios como as elevadas taxas de juros, a falta de estrutura administrativa das agências reguladoras e os impactos da reforma tributária”, acrescenta.
Para a ABDIB, é fundamental manter um bom ambiente de negócios, considerando, entre outros, a segurança jurídica, o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e a agenda legislativa da infraestrutura.
“É preciso combater os fantasmas de retrocessos regulatórios que, de tempos em tempos, assombram o setor. Por isso, faz-se necessário aumentar os investimentos públicos em infraestrutura, em complemento aos investimentos privados, seja através da aplicação direta, seja via PPPs, notadamente em projetos estruturantes e naqueles que, pela falta de retorno econômico, não atraem o capital privado", finaliza.
21 de janeiro 2026
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