Mercado
Reuters
15/09/2010 08h53 | Atualizada em 15/09/2010 11h54
A siderúrgica chinesa Baosteel aumentou em 8% os preços de aço para outubro depois que medidas do governo para fechar usinas menores ajudaram a restringir a oferta no maior mercado consumidor de aço do mundo.
A companhia vai aumentar os preços de bobinas a quente em 8% ou 300 yuans por tonelada, para 4.142 yuans (US$ 612,8) por tonelada e aumentar os preços de bobinas a frio em 110 a 200 yuans por tonelada.
A Baosteel é a maior siderúrgica com ações em Bolsa da China e líder do setor no país em negociações de preços, definindo referência para outras grandes usinas como Wuhan Steel e Angang.
A companhia também vai aumentar os preços de bobinas galvanizadas em 260 yuans por tonelada e de placas pesadas em 150 yuans
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A siderúrgica chinesa Baosteel aumentou em 8% os preços de aço para outubro depois que medidas do governo para fechar usinas menores ajudaram a restringir a oferta no maior mercado consumidor de aço do mundo.
A companhia vai aumentar os preços de bobinas a quente em 8% ou 300 yuans por tonelada, para 4.142 yuans (US$ 612,8) por tonelada e aumentar os preços de bobinas a frio em 110 a 200 yuans por tonelada.
A Baosteel é a maior siderúrgica com ações em Bolsa da China e líder do setor no país em negociações de preços, definindo referência para outras grandes usinas como Wuhan Steel e Angang.
A companhia também vai aumentar os preços de bobinas galvanizadas em 260 yuans por tonelada e de placas pesadas em 150 yuans por tonelada. Preços de aço para aplicações elétricas serão aumentados entre 350 e 380 yuans por tonelada, acrescentou a companhia.
Os aumentos para outubro já eram esperados depois que a empresa manteve os valores em setembro.
"Vemos isso como resultado de recuperação da demanda e oferta racionalizada", disseram analistas do Citigroup em relatório.
Alguns analistas tinham sugerido que a Baosteel iria também remover alguns descontos para aproveitar o crescente mercado doméstico.
Como maior produtora e consumidora de aço do mundo, a China está enfrentando reclamações de outros países que a acusam de despejar produtos siderúrgicos no mercado internacional por meio de oferta de incentivos fiscais.
Na segunda-feira, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos finalizou cálculos para tarifas alfandegárias de compensação de até 53,65% e tarifas anti-dumping de até 98,74% sobre importações de tubulações sem emendas da China, usadas principalmente pela indústria petrolífera.
Em agosto, a China produziu 69,7 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos, mas as exportações líquidas foram de apenas 1,45 milhão de toneladas, queda ante as 4,15 milhões de toneladas em junho.
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