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GE concentra sua pesquisa em pré-sal e renováveis

A meta da GE é dobrar o tamanho da divisão de óleo e gás nos próximos quatro anos

Brasil Econômico

23/11/2010 14h17 | Atualizada em 23/11/2010 16h18


 

Os combustíveis alternativos e a exploração de petróleo foram escolhidos como prioridade de pesquisa pelo líder do centro de pesquisas global que a GE está criando no Brasil, Kenneth Herd.

São as áreas em que o pesquisador enxerga na excelência brasileira o potencial para que o centro - o quinto da empresa no mundo - torne-se referência e passe a exportar tecnologia.

Mas pelo menos em um primeiro momento, é importante deixar claro, o centro brasileiro estará muito mais focado em desenvolvimento do que em pesquisa.

"Haverá alguma pesquisa básica, mas não precisamos inventar tudo do zero", explica Herd, engenheiro mecânico que entrou na General Electric em 1983 para participar das primeiras pesquisas sobre

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Os combustíveis alternativos e a exploração de petróleo foram escolhidos como prioridade de pesquisa pelo líder do centro de pesquisas global que a GE está criando no Brasil, Kenneth Herd.

São as áreas em que o pesquisador enxerga na excelência brasileira o potencial para que o centro - o quinto da empresa no mundo - torne-se referência e passe a exportar tecnologia.

Mas pelo menos em um primeiro momento, é importante deixar claro, o centro brasileiro estará muito mais focado em desenvolvimento do que em pesquisa.

"Haverá alguma pesquisa básica, mas não precisamos inventar tudo do zero", explica Herd, engenheiro mecânico que entrou na General Electric em 1983 para participar das primeiras pesquisas sobre imagem por ressonância magnética.

As primeiras parcerias que o centro brasileiro anunciou na semana passada, em especial com a Vale e a Petrobras, visam justamente transferir para a realidade dessas empresas algumas tecnologias que a GE já possui, mas que precisam ser adaptadas. "Nosso foco é em negócios maduros nos quais temos clientes importantes."

É o caso da exploração de petróleo em alto mar, negócio maduro no Brasil, mas no qual a GE não está entre as líderes globais e luta para crescer nos últimos anos.

A meta é dobrar o tamanho da divisão de óleo e gás nos próximos quatro anos, o que explica o foco da GE em fornecer tecnologias para a exploração da camada pré-sal.

Até a localização do centro, de US$ 100 milhões, foi escolhida a dedo: fica na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, próximo ao Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes).

A estatal brasileira é referência mundial na exploração de petróleo em grandes profundidades, e é estratégico para qualquer fornecedor de equipamentos se aproximar da companhia no momento da exploração do pré-sal.

Herd acredita que a GE pode colaborar com tecnologias para a armazenagem de energia e no desenvolvimento de compósito, materiais que podem reduzir o peso dos equipamentos. "O Brasil está na vanguarda da tecnologia de exploração em alto mar, e temos uma grande base de produtos."

O desafio de Herd, se quiser fazer pesquisa de fato no centro brasileiro, será transpor para a linguagem comercial todo o potencial tecnológico da GE.

É o caso dos biocombustíveis, nos quais o engenheiro vê grande potencial para que os laboratórios de pesquisa química da empresa contribuam com o centro brasileiro solucionando problemas nos motores.

Nesse sentido, o primeiro desafio já está lançado. Será convencer a Vale e a Embraer a pesquisar junto com a GE motores a etanol para locomotivas e aviões, respectivamente.

 

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