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Gastos com construção aumentam 1,4% em agosto nos EUA

Valor

03/10/2011 14h50


Os gastos com construção nos EUA aumentaram 1,4% em agosto na comparação com julho, na série com ajuste sazonal, informou nesta segunda-feira o Departamento de Comércio do país. A alta surpreendeu analistas, que projetavam queda de 0,4%, e vem após a diminuição de 1,4% registrada em julho.

Economistas destacaram, no entanto, que boa parte desse aumento resultou de um salto de 3,1% dos gastos do setor público, refletindo projetos do governo, como rodovias e escolas. Com muitos Estados e cidades sem dinheiro, ganhos dessa magnitude não deverão se repetir. Os gastos do setor privado, em contrapartida, aumentaram apenas 0,4%.

"A aceleração do ritmo de gastos não é um sinal de reaquecimento da demanda privada", disse o ec

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Os gastos com construção nos EUA aumentaram 1,4% em agosto na comparação com julho, na série com ajuste sazonal, informou nesta segunda-feira o Departamento de Comércio do país. A alta surpreendeu analistas, que projetavam queda de 0,4%, e vem após a diminuição de 1,4% registrada em julho.

Economistas destacaram, no entanto, que boa parte desse aumento resultou de um salto de 3,1% dos gastos do setor público, refletindo projetos do governo, como rodovias e escolas. Com muitos Estados e cidades sem dinheiro, ganhos dessa magnitude não deverão se repetir. Os gastos do setor privado, em contrapartida, aumentaram apenas 0,4%.

"A aceleração do ritmo de gastos não é um sinal de reaquecimento da demanda privada", disse o economista John Ryding, da RDQ Economics, em nota para clientes. Os gastos com projetos residenciais cresceram 0,9% em agosto ante julho; com não residenciais, o aumento foi de 1,6%.

Em termos anualizados e ajustados sazonalmente, o nível de gastos com construção em agosto atingiu US$ 799,1 bilhões, 4,8% superior ao de março, que havia sido o menor em 11 anos, mas  pouco mais da metade da marca de US$  1,5 trilhão considerada saudável. "O setor ainda está muito fraco", disse o economista Ian Shepherdson, da High Frequency Economics.

De todo modo, o resultado da construção, lido em conjunto com a melhora do PMI industrial, divulgada no mesmo horário, contribui para diminuir as preocupações com a economia do país. "Nenhum deles aponta para uma recessão iminente nos EUA", escreveram economistas do RBS.

 

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