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Folha
28/05/2010 10h38 | Atualizada em 28/05/2010 14h14
O fim dos benefícios fiscais concedidos pelo governo federal levaram a atividade da indústria paulista à primeira queda em 14 meses em abril. De acordo com o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp, Paulo Francini, a queda nas vendas de bens como veículos e linha branca após a corrida às lojas em março foi a responsável pela redução no ritmo do setor.
O INA (Indicador de Nível de Atividade) caiu 0,4% no mês passado, na comparação com março, na série com ajuste sazonal. A queda é a primeira desde fevereiro de 2009. Sem a correção, o INA apresentou redução de 5,6%.
"Quem puxa o resultado para o negativo é a queda n
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O fim dos benefícios fiscais concedidos pelo governo federal levaram a atividade da indústria paulista à primeira queda em 14 meses em abril. De acordo com o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp, Paulo Francini, a queda nas vendas de bens como veículos e linha branca após a corrida às lojas em março foi a responsável pela redução no ritmo do setor.
O INA (Indicador de Nível de Atividade) caiu 0,4% no mês passado, na comparação com março, na série com ajuste sazonal. A queda é a primeira desde fevereiro de 2009. Sem a correção, o INA apresentou redução de 5,6%.
"Quem puxa o resultado para o negativo é a queda nas vendas, consequência dos programas fiscais que se extinguiram em março", afirmou Francini. O total de vendas reais da indústria apresentou redução de 2,7% no mês passado, na comparação com março.
Um dos principais responsáveis pela queda foi o setor de veículos automotores, cujas vendas caíram 7,6% em abril. Uma das mais afetadas pela crise econômica, a indústria automotiva teve redução de 3,2% no nível de atividade no mês passado, frente a março, último mês em que vigorou o desconto do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros novos.
Francini ressaltou, porém, que a queda na atividade no mês passado não significa redução do resultado positivo da indústria. "O ritmo de crescimento muda, mas você continua subindo a escada com certa velocidade", disse.
"A Fiesp prevê crescimento de 13% na atividade industrial neste ano. Nós estávamos andando a uma velocidade que nos levaria a um aumento de 16%, 17%", disse. "A aceleração tinha de se atenuar, porque existem limitações a ela."
Para o diretor da entidade, alguns problemas de logística da economia brasileira impediriam a manutenção do crescimento nos níveis anteriores.
No acumulado do ano, a atividade industrial no Estado de São Paulo registra alta de 16,8%, a maior variação para o primeiro quadrimestre desde o início da série, em 2003. O INA, porém, ainda não voltou aos níveis de setembro de 2008, mês que marcou o agravamento da turbulência internacional.
De acordo com dados da Fiesp, o índice ainda está 1,5% abaixo do patamar pré-crise, e deve retornar a ele, segundo Francini, em junho. "Em maio ainda devemos ver queda nas vendas", disse, citando a continuidade do ajuste por conta do fim das medidas do governo.
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