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Ex-ministro no III Sobratema Fórum fala sobre investimento em infraestrutura

Assessoria de Imprensa

06/11/2012 08h05 | Atualizada em 06/11/2012 11h01


A única alternativa que o Brasil tem para alavancar o crescimento econômico de forma rápida e sem necessidade de complicados ajustes políticos ou legislativos é investir em obras de infraestrutura. A constatação é do ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega durante palestra no III Sobratema Fórum Brasil Infraestrutura – Tecnologia e Inovação, promovido na terça-feira (30), em São Paulo. Segundo o economista, o país precisa investir em torno de 4% a 5% do PIB em infraestrutura para resolver os vários gargalos que impedem um crescimento maior da economia, como melhorar as rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

No entender de Maílson, o País tem todas as condições de iniciar rapidamente as obras tão necessárias. “Temos empresas

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A única alternativa que o Brasil tem para alavancar o crescimento econômico de forma rápida e sem necessidade de complicados ajustes políticos ou legislativos é investir em obras de infraestrutura. A constatação é do ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega durante palestra no III Sobratema Fórum Brasil Infraestrutura – Tecnologia e Inovação, promovido na terça-feira (30), em São Paulo. Segundo o economista, o país precisa investir em torno de 4% a 5% do PIB em infraestrutura para resolver os vários gargalos que impedem um crescimento maior da economia, como melhorar as rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

No entender de Maílson, o País tem todas as condições de iniciar rapidamente as obras tão necessárias. “Temos empresas que já demonstraram competência para executar grandes obras, temos projetos e existem os recursos, não só os públicos, mas também privados. Depende apenas do governo federal”, observa. Nesse aspecto, ele sustenta que o governo continua prisioneiro de uma ideologia que inibe privatizações em larga escala e formação de PPPs (parcerias público-privada), ferramentas indispensáveis para a realização de grandes obras.

Agora mesmo, no recente anúncio da privatização dos aeroportos, foi mantida a Infraero como controladora. “Todos nós sabemos que a Infraero tem limitações de recursos humanos e técnicos, além de um problema sério resultante das indicações políticas de profissionais, que significa perda de eficiência da estatal. O governo deveria se render e entregar a construção de terminais aeroportuários à iniciativa privada”, pondera o ex-ministro.

No caso das rodovias, Maílson é da opinião que o que se deveria fazer é olhar para onde deu certo. “Dez das melhores rodovias do País estão em São Paulo, segundo estudo da Confederação Nacional dos Transportes. Todas privatizadas. No entanto, a maioria não segue essa receita e quem perde é o País, com custo elevado de fretes e mortes nas estradas”, analisa.

Mailson fez todas essas análises após afirmar que as demais reformas necessárias ao crescimento sustentável da economia brasileira dependem de complicados arranjos políticos e institucionais. Lembra, por exemplo, que a reforma tributária, que obriga as empresas brasileiras a dedicarem 2.600 horas anuais apenas para cuidar da burocracia e pagar impostos, necessita de um amplo acordo nacional. “Ela envolve governadores, parlamentares, técnicos e burocratas, além é claro de lideranças”, informa.

O ex-ministro entende, também, que haveria a mesma dificuldade caso o governo federal resolvesse, por exemplo, promover uma reforma trabalhista. Em relação à reforma educacional, Maílson explica que as ações de melhoria realizadas nesse campo, em geral, demoram 20 anos para obter algum impacto sobre a economia.

Durante o III Sobratema Fórum, o ex-ministro disse que o Brasil vive um bom momento. E ele relaciona os fatores que o levam a tal conclusão: democracia consolidada; judiciário independente; Banco Central autônomo; imprensa livre e independente; sociedade intolerante à inflação; disciplina de mercado; país previsível, que possibilita traçar cenários para 10 anos; pleno estado de direito e prestação de contas constante por meio de eleições e de instituições como o Ministério Público. “O Brasil cruzou o rubicão. Não vai ter mais problema de estabilidade nem econômica e nem política. Hoje o risco que o País corre é o de perder oportunidades e crescer pouco por causa do preconceito contra a privatização, por exemplo”, conclui Maílson.

 

 

 

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