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Estrangeiros vão integrar o fundo para área energética

Canadenses e norte-americanos devem aplicar R$ 400 milhões no Rio Grande do Sul

Jornal do Commercio (RS)

08/07/2011 10h26 | Atualizada em 08/07/2011 14h07


O primeiro fundo gaúcho com gestão pública para injetar recursos em empresas da cadeia de óleo, gás e energia terá R$ 400 milhões bancados por investidores americanos e canadenses do caixa total de R$ 500 milhões. O registro da operação, que está sendo formatada entre o Badesul e uma instituição financeira com sede em São Paulo, deve ser feito nos próximos dias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, espera que os recursos possam começar a ser direcionados em agosto aos setores. O secretário garantiu que os aportes devem se dirigir a médios e pequenos industriais locais ou àqueles que se instalarem no Rio Grande do Sul.

Knijnik chegou a revelar

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O primeiro fundo gaúcho com gestão pública para injetar recursos em empresas da cadeia de óleo, gás e energia terá R$ 400 milhões bancados por investidores americanos e canadenses do caixa total de R$ 500 milhões. O registro da operação, que está sendo formatada entre o Badesul e uma instituição financeira com sede em São Paulo, deve ser feito nos próximos dias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, espera que os recursos possam começar a ser direcionados em agosto aos setores. O secretário garantiu que os aportes devem se dirigir a médios e pequenos industriais locais ou àqueles que se instalarem no Rio Grande do Sul.

Knijnik chegou a revelar ontem, pouco antes de participar como palestrante do evento Tá na Mesa, da Federação das Associações Comerciais do Estado (Feredasul), entidade da qual já foi presidente, que os investidores queriam aplicar R$ 1 bilhão. "Eles queriam colocar o dobro, mas fomos cautelosos, pois temos pouca experiência na área", justificou o titular da pasta. O diretor-presidente do Badesul, Marcelo Lopes, informou que as áreas da instituição acabaram de formular o regulamento do fundo, que terá R$ 100 milhões do banco de fomento, cifra oriunda da conta do resultado operacional dos últimos dois anos. No dia 27 de maio, o Jornal do Comércio antecipou que o governo preparava o lançamento do fundo de R$ 500 milhões.

A prioridade dada ao ramo reflete o foco da equipe da secretaria em fortalecer a base da cadeia local para disputar contratos bilionários da indústria oceânica que constam no plano de negócios da Petrobras. "O pacote é de R$ 224 bilhões e até agora só recebemos R$ 1,9 bilhão, uma fatia muito pequena", lamentou Knijnik. Para fortalecer a candidatura local aos contratos de fornecimento de plataformas, secretaria, Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e empresas apressam a emissão de licenciamentos ambientais. O estaleiro da EBR, que deve ser instalado em São José do Norte, aguarda os registros. Já a operação da Iesa, em Charqueadas, já obteve licença prévia.

O secretário acrescentou que os coreanos do estaleiro STX, quarta indústria de construção de navios para transporte no mundo, estarão no Estado no dia 12 e avaliam montar um centro de desenvolvimento. As apostas em energia renovável se concentram na destinação de grãos para usinas. Knijnik destacou a importância para impulsionar o setor com a compra de 50% do capital da BSBios, com sede em Passo Fundo, pela Petrobras Biodiesel, anunciada na sexta-feira passada.

Estado tem poucas chances de conquistar a Paccar
Na atração de investimentos, outros coreanos, desta vez da LS Mtron, de tratores, aportam no Estado. Efeito dos contatos firmados na missão gaúcha ao país asiático, os empreendedores visitarão algumas áreas e conhecerão parques tecnológicos. Marcelo Lopes, do Badesul, considera que a existência de uma cadeia gaúcha de produção e de peças na área oferece atributos para atrair o investimento. Ao empilhar novas opções de unidades industriais, a equipe afugenta uma potencial zebra. O secretário Mauro Knijnik considera difícil bater ofertas de outros estados que disputam a planta da montadora de caminhões americana Paccar. O Rio de Janeiro, que tem o trunfo dos royalties do petróleo, entrou no páreo, que tem ainda Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

"Vamos até o limite da preservação do patrimônio público", demarcou o dirigente, admitindo desvantagens na oferta de condições para a instalação. "Estados que recebem a renda do óleo não oferecem só incentivos fiscais, mas tudo o que é pedido." O último contato de executivos da montadora, que deve investir US$ 200 milhões, teria sido há duas semanas. Em maio, eles visitaram terrenos no Estado, incluindo as terras disponíveis na zona industrial em Guaíba, antiga área destinada à fábrica da Ford. O secretário prometeu anunciar a confirmação de um investimento, cuja negociação teria começado no governo Yeda.

Sobre o novo sistema de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul, que está sendo gestado pela Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento e Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), o dirigente não quis antecipar as medidas. O governador Tarso Genro havia prometido, em fevereiro, a divulgação dos novos mecanismos em três meses. O fechamento do modelo teria atrasado por recuo na busca de uma consultoria para fazer os estudos e o desenho da estratégia. Knijnik indicou que os segmentos prioritários serão a agroindústria, na chamada velha economia, e a indústria oceânica, seguida da cadeia de petróleo, gás e energia eólica. O ramo calçadista está no grupo que ocupa o terceiro lugar na ordem de preferência das ações de impulso econômico e foi qualificado pelo secretário como o que "luta para não desaparecer no Estado".

 

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