Mercado
Agência Estado
08/12/2011 11h43 | Atualizada em 08/12/2011 13h54
O bilionário sinalizou, ontem à noite, que pode buscar outros fabricantes além da Foxconn, apesar de já ter anunciado recentemente a intenção de se associar à companhia.
A investida do empresário Eike Batista no mercado de tablets pode não vir de uma parceria com a Foxconn, empresa taiwanesa que tem planos de fabricar iPads, da norte-americana Apple, no Brasil. O bilionário sinalizou, ontem à noite, que pode buscar outros fabricantes apesar de já ter anunciado recentemente a intenção de se associar à companhia. Ele disse ainda que, para tornar viável o investimento no setor, o governo precisaria zerar impostos sobre o produto.
"Há outros grandes players, como a Samsung. Nós gostamos sempre de fazer (parcerias) com os 'núm
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O bilionário sinalizou, ontem à noite, que pode buscar outros fabricantes além da Foxconn, apesar de já ter anunciado recentemente a intenção de se associar à companhia.
A investida do empresário Eike Batista no mercado de tablets pode não vir de uma parceria com a Foxconn, empresa taiwanesa que tem planos de fabricar iPads, da norte-americana Apple, no Brasil. O bilionário sinalizou, ontem à noite, que pode buscar outros fabricantes apesar de já ter anunciado recentemente a intenção de se associar à companhia. Ele disse ainda que, para tornar viável o investimento no setor, o governo precisaria zerar impostos sobre o produto.
"Há outros grandes players, como a Samsung. Nós gostamos sempre de fazer (parcerias) com os 'número um' do mundo. Então vamos ver quem tem a melhor proposta para o Brasil", declarou o executivo à imprensa durante evento de lançamento de seu livro, O X da questão. O tom foi menos confiante do que o das declarações dadas no fim de outubro, quando Eike disse que faltaria apenas acertar o detalhamento da operação para fechar negócio com a empresa.
Em julho, a Foxconn, que já tem uma unidade em Jundiaí, no interior de São Paulo, anunciou o plano de investir US$ 12 bilhões no Brasil. Parte do montante seria aportada em uma nova fábrica, voltada à produção dos tablets. Segundo o governo, porém, ainda não há uma definição sobre qual Estado abrigará a nova planta.
Ao ser perguntado se estava mesmo decidido a entrar para o setor de tablets, Eike disse que a viabilidade da empreitada ainda depende da concessão de isenções tributárias para os aparelhos. "Hoje, com que está aí, dá para você montar, mas não (é possível) baixar dramaticamente o preço. O objetivo para dar um salto de produtividade no Brasil inteiro é levar a zero os impostos", disse o empresário.
Mercado automobilístico
Se em relação ao setor de tablets Eike demonstrou uma ponta de incerteza, o empresário admitiu o abandono do plano de entrar para o mercado automobilístico, intenção que já havia externado. O executivo, que tem negócios em setores como os de petróleo, construção naval, mineração, logística e energia, justificou que as grandes montadoras já estão no Brasil, mas lamentou o fato de o País não ter nenhuma empresa nacional atuando no setor.
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