Mercado
Exame.com
28/02/2012 09h40
A indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras foi vista pelo mercado como uma escolha que priorizava uma gestão menos política e mais voltada a resultados. Foster ainda não completou seu primeiro mês à frente da estatal, mas, pelas suas declarações, já é possível ter sinais do que deve vir pela frente. “Mas existe uma diferença muito longa entre discurso e prática”, disse Ricardo Corrêa, analista de petróleo da Ativa Corretora.
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, a presidente afirmou que não considera que a empresa esteja encurralada entre a política econômica do governo e a própria estratégia comercial. “Dizer que é uma empresa privada e tem compromisso com gerar valor é o que o mercado quer ouvir e é o
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A indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras foi vista pelo mercado como uma escolha que priorizava uma gestão menos política e mais voltada a resultados. Foster ainda não completou seu primeiro mês à frente da estatal, mas, pelas suas declarações, já é possível ter sinais do que deve vir pela frente. “Mas existe uma diferença muito longa entre discurso e prática”, disse Ricardo Corrêa, analista de petróleo da Ativa Corretora.
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, a presidente afirmou que não considera que a empresa esteja encurralada entre a política econômica do governo e a própria estratégia comercial. “Dizer que é uma empresa privada e tem compromisso com gerar valor é o que o mercado quer ouvir e é o óbvio, mas existe uma diferença muito longa entre discurso e prática. Esperamos que o discurso seja viabilizado”, disse Ricardo Corrêa, analista de petróleo da Ativa Corretora.
“A visão do mercado é que a Graça Foster teria um perfil mais técnico, mais alinhado com a agenda de geração de valor e a declaração vem em linha, é positivo, mas permanecemos céticos com relação a diferença entre discurso e fato”, disse Corrêa.
Mãos à obra
O que o mercado espera, mais do que discurso, são atitudes. Em uma época de subida no preço do petróleo, ver o preço da gasolina subir na bomba seria um sinal de ações alinhadas a discurso, segundo Corrêa. “O problema não é ceder a pressão mas é o quanto de pressão ela consegue exercer”, disse.
O Brasil mantém os preços dos derivados, como a gasolina, mais estáveis enquanto a cotação internacional acompanha as oscilações do petróleo. Embora essa política ajude a controlar a inflação, prejudica a Petrobras, que tem de comprar derivados no exterior para abastecer o mercado interno. A Petrobras registrou uma queda de 5,3% em seu lucro líquido de 2011 em relação ao valor de 2010. Um dos fatores que impactou o resultado foram justamente os custos de importação de combustível.
“Fazer com que a Petrobras pare de ser um dos braços de mecanismo de politica monetária do governo faria a diferença. Com a alta do preço do petróleo é um ótimo momento pra mostrar a que veio. Agora é a hora”, disse.
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