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Desafios da construção

Brasil Econômico

17/12/2010 11h27 | Atualizada em 17/12/2010 13h29


No último mês de novembro, tive o prazer de participar de um dos eventos mais importantes da cadeia produtiva da construção, o Construbusiness 2010, Congresso Brasileiro da Construção, em São Paulo. Foi nessa conferência que o ministro Guido Mantega anunciou a manutenção da redução do IPI para os produtos de nosso setor, medida importante para mantermos nosso crescimento.

Durante o encontro, autoridades e representantes de 110 entidades do setor, incluindo a Anamaco, reuniram-se para discutir o papel da construção para o desenvolvimento do país. Foram apresentados estudos que elaboraram um verdadeiro plano de estado para as gestões públicas até 2022, no que tange habitação e infraestrutura.

Sob o lema "Planejar, construir

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No último mês de novembro, tive o prazer de participar de um dos eventos mais importantes da cadeia produtiva da construção, o Construbusiness 2010, Congresso Brasileiro da Construção, em São Paulo. Foi nessa conferência que o ministro Guido Mantega anunciou a manutenção da redução do IPI para os produtos de nosso setor, medida importante para mantermos nosso crescimento.

Durante o encontro, autoridades e representantes de 110 entidades do setor, incluindo a Anamaco, reuniram-se para discutir o papel da construção para o desenvolvimento do país. Foram apresentados estudos que elaboraram um verdadeiro plano de estado para as gestões públicas até 2022, no que tange habitação e infraestrutura.

Sob o lema "Planejar, construir, crescer", o evento discutiu temas como o transporte, a mobilidade urbana, a Copa do Mundo de 2014, Olimpíada de 2016, entre outros, abrangendo responsabilidades das esferas municipal, estadual e federal e propondo um trabalho de integração e discussão entre o governo, o empresariado e a sociedade civil.

De acordo com o estudo, o segmento tem uma meta de investimento de R$ 2 trilhões em infraestrutura e R$ 3 trilhões para reformas e a construção de novas moradias. Temos de construir até 2022 mais de 23 milhões de casas para finalmente podermos dar um fim ao déficit habitacional e à submoradia.

A pesquisa detalhada foi explanada em dois painéis, um sobre infraestrutura e outro sobre habitação, moderados. No fim do dia, as principais demandas e ideias foram compiladas para a elaboração de uma carta aberta com propostas e sugestões, que será entregue ao governo federal e ao governo estadual no início de 2011.

Acredito que esse documento será de grande valia para os novos governos que devem tomar posse no início de 2011. Em 2006, nossa cadeia desenvolveu o estudo "A Construção do Desenvolvimento Sustentado", desenvolvido pela FGV, que pude entregar pessoalmente ao presidente Lula em dezembro.

Em janeiro de 2007, tivemos o anúncio do programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que atendia a muitas de nossas demandas apresentadas na pesquisa e em alguns aspectos até ia além.

É esse tipo de atuação que nos propomos a desempenhar, a de sugerir soluções para atuar em conjunto com o poder público. E acho que nossos governantes têm entendido a importância de nosso setor para a economia.

Tanto que, no Construbusiness, pudemos contar com a presença de diversas autoridades, como o ministro das Cidades, Márcio Fortes, que veio representar o presidente Lula, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o vice-presidente eleito, Michel Temer.

Todos eles se comprometeram em levar as reivindicações do Construbusiness ao poder executivo e legislativo, para que tenham continuidade e se tornem realidade. Fico muito satisfeito por estarmos sendo ouvidos e atendidos e também por podermos contribuir com o nosso país.

* Cláudio Conz é presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)

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