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29 de abril de 2021
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Crescimento do emprego na construção desacelera em março

Foram gerados 25 mil empregos no país e SindusCon-SP alerta para ameaça de demissões
Fonte: Assessoria de Imprensa

A indústria da construção brasileira abriu 25.020 empregos em março, acumulando no primeiro trimestre 113.312 novos postos de trabalho formais.

O ritmo de crescimento do emprego na construção desacelerou, ante os 44 mil contratados em fevereiro e o mesmo número em janeiro.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em 28 de abril pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

De abril de 2020 a março de 2021, a construção abriu 177.928 novos empregos, um aumento de 8,05%. Foi o terceiro setor que gerou o maior número de postos de trabalho formais nestes 12 meses, atrás da indústria (+256.029 vagas) e de comércio (+217.084), e na frente agropecuária (+106.154) e serviços (+101.453).

De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP, “o que mais preocupa é a perspectiva da paralisação de obras de habitação popular, decorrente do corte de verbas do Orçamento. Se o governo não encontrar uma solução rápida, estarão ameaçadas de paralisação cerca de 215 mil obras no país, responsáveis por 400 mil empregos diretos e indiretos.”

Nas atividades imobiliárias, o saldo entre admissões e contrat...


A indústria da construção brasileira abriu 25.020 empregos em março, acumulando no primeiro trimestre 113.312 novos postos de trabalho formais.

O ritmo de crescimento do emprego na construção desacelerou, ante os 44 mil contratados em fevereiro e o mesmo número em janeiro.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em 28 de abril pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

De abril de 2020 a março de 2021, a construção abriu 177.928 novos empregos, um aumento de 8,05%. Foi o terceiro setor que gerou o maior número de postos de trabalho formais nestes 12 meses, atrás da indústria (+256.029 vagas) e de comércio (+217.084), e na frente agropecuária (+106.154) e serviços (+101.453).

De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP, “o que mais preocupa é a perspectiva da paralisação de obras de habitação popular, decorrente do corte de verbas do Orçamento. Se o governo não encontrar uma solução rápida, estarão ameaçadas de paralisação cerca de 215 mil obras no país, responsáveis por 400 mil empregos diretos e indiretos.”

Nas atividades imobiliárias, o saldo entre admissões e contratações em março foi positivo: 1.583 novos postos de trabalho com carteira assinada, acumulando 5.318 empregos no bimestre. Aqui também houve desaceleração no ritmo de crescimento do emprego, ante os 1.752 postos de trabalho criados em fevereiro e os 2.028 em janeiro.

Estoque

Ao final de março, a construção empregava 2.208.925 trabalhadores com carteira assinada no país.
Já o saldo entre admissões e demissões entre todos os setores da atividade econômica no país resultou na abertura de 184 mil empregos em março.

Por Estados

Das vagas abertas pela construção em março, 12.745 registraram-se no Estado de São Paulo. Também aqui houve desaceleração, ante as 12.745 novas vagas abertas em fevereiro, e as 15.699 criadas em janeiro.

Além de São Paulo, os Estados que mais empregos abriram no setor no mês foram Minas Gerais (6.243), Paraná (1.884), Santa Catarina (1.549), Bahia (1.478), Rio de Janeiro (1.164) e Mato Grosso (1.082).