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O Globo
09/06/2011 14h00 | Atualizada em 09/06/2011 17h20
A dias do início das obras de Belo Monte, as empresas de Altamira (PA) - a principal cidade da região - ainda não sabem como farão para atender às gigantescas demandas do projeto e reconhecem que a falta de estrutura pode ser um problema. Preocupado com o abastecimento de produtos nos canteiros de obra, antes mesmo de receber a ordem de serviço que dará a largada para os trabalhos, o consórcio construtor da usina resolveu reunir a partir desta quinta-feira 200 empresários para apresentar sua lista de compras e tentar achar fornecedores na própria região, informa reportagem de Vivian Oswald.
BNDES, Banco do Brasil e Banco da Amazônia também participarão do encontro e deverão financiar as melhorias na infraestrutura do comércio loc
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A dias do início das obras de Belo Monte, as empresas de Altamira (PA) - a principal cidade da região - ainda não sabem como farão para atender às gigantescas demandas do projeto e reconhecem que a falta de estrutura pode ser um problema. Preocupado com o abastecimento de produtos nos canteiros de obra, antes mesmo de receber a ordem de serviço que dará a largada para os trabalhos, o consórcio construtor da usina resolveu reunir a partir desta quinta-feira 200 empresários para apresentar sua lista de compras e tentar achar fornecedores na própria região, informa reportagem de Vivian Oswald.
BNDES, Banco do Brasil e Banco da Amazônia também participarão do encontro e deverão financiar as melhorias na infraestrutura do comércio local, assim como o Sebrae, que deve ajudar os micro e pequenos empresários a formarem cooperativas. As 60 mil refeições diárias, distribuídas aos cerca de 20 mil trabalhadores que estarão nos canteiros durante o pico das obras, vão exigir a compra de pelo menos dez toneladas de carne e embutidos por dia. Na lista de compras diárias, estão ainda 3,5 toneladas de arroz, 1,3 tonelada de feijão, 4 toneladas de hortaliças e 120 quilos de café.
- Estamos nos preparando para tentar atender a pelo menos 10% da demanda deles (operários). Assim já estaremos satisfeitos. O consórcio sabe que o comércio local não tem condições (de fazer mais) - disse Vilmar Soares, presidente da organização Fort Xingu, que reúne 178 entidades locais.
Estabelecimentos informais terão que se legalizar
Altamira tem hoje 1.700 empresas que estão aptas a vender com registro e nota fiscal, como manda a legislação, mas nem todas têm estrutura física para fornecer os itens necessários. Pouco mais de 300 estabelecimentos, segundo Soares, estão na informalidade e precisam se legalizar para se tornarem fornecedores. Ele garante que o plantel de dois milhões de cabeças de gado da região é capaz de dar conta da demanda de Belo Monte. Mas já não há como fornecer frango e peixe para os locais, que somam 105 mil.
O principal problema é a falta de infraestrutura da região, que não está preparada para aumento repentino da demanda. Estradas ruins, sendo 509 km de terra, fornecimento de energia intermitente e armazéns e frigoríficos voltados ao mercado local estão entre os problemas.
- Nossa prioridade é privilegiar os proprietários rurais, comerciantes, prestadores de serviços e empresários de Altamira e municípios vizinhos. Certamente, a grande maioria vai precisar de adequar às exigências, e essa rodada de negócios vai ajudá-los - explica Marcos Sordi, diretor de Administração do Consórcio Construtor Belo Monte.
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