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Valor Econômico
10/01/2011 14h09 | Atualizada em 10/01/2011 16h10
A família Gradin, um dos maiores acionistas do grupo Odebrecht, entrou com um processo na Justiça do Estado da Bahia contra os principais controladores - a família Odebrecht - do grupo empresarial baiano.
A ação foi movida pela Graal Participações, empresa da família Gradin, que detém 20,6% de participação no conglomerado Odebrecht. A família questiona o valor que os Odebrecht fixaram para as suas ações no grupo. A família Odebrecht é representada no processo pela Kieppe Participações, que controla 62,3% da Odebrecht Investimento, holding que controla todos os negócios do grupo.
Há dez anos, o banco Credit Suisse, em acordo com os acionistas do grupo, avalia anualmente o valor de mercado do conglomerado. Essa avaliação fa
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A família Gradin, um dos maiores acionistas do grupo Odebrecht, entrou com um processo na Justiça do Estado da Bahia contra os principais controladores - a família Odebrecht - do grupo empresarial baiano.
A ação foi movida pela Graal Participações, empresa da família Gradin, que detém 20,6% de participação no conglomerado Odebrecht. A família questiona o valor que os Odebrecht fixaram para as suas ações no grupo. A família Odebrecht é representada no processo pela Kieppe Participações, que controla 62,3% da Odebrecht Investimento, holding que controla todos os negócios do grupo.
Há dez anos, o banco Credit Suisse, em acordo com os acionistas do grupo, avalia anualmente o valor de mercado do conglomerado. Essa avaliação faz parte de um acerto que permite que os Odebrecht possam adquirir as ações dos controladores minoritários.
Em outubro do ano passado, durante reunião do conselho, foi firmado um acordo de venda das ações detidas pela família Gradin e outros minoritários na Odebrecht Investimento. Houve um impasse. Conforme reportagem deste fim de semana da revista "Veja", o valor das ações da família Gradin teria sido avaliado em US$ 1,5 bilhão, mas para a família o valor justo seria o dobro, US$ 3 bilhões.
No processo, iniciado no dia 7 de dezembro na Justiça baiana, a Graal argumenta que "tentou, sem êxito, buscar solução consensual, enviando ao grupo diversas correspondências." E como na hipótese de dúvidas e divergências, a questão poderia ser solucionada por mediação ou arbitragem, a família decidiu procurar a Justiça.
Procurado, o grupo Odebrecht informou que não há litígio entre as famílias Gradin e Odebrecht, mas um porta-voz confirmou a abertura do processo.
Os Gradin, principais acionistas depois da família Odebrecht, liderados por Victor Gradin, tiveram desde os anos 70 participação importante no processo de expansão da companhia, criada por Norberto Odebrecht nos anos 1940 e sucedida por Emílio Odebrecht. Nos últimos dois anos, Marcelo Odebrecht, representante da terceira geração, passou a comandar o grupo. Ele deu início a um processo de renovação dos executivos ao mesmo tempo em que o grupo passou a atuar em outros negócios além da tradicional área de engenharia e construção e petroquímica. Nos últimos anos, ingressou em açúcar e álcool, saneamento básico, óleo e gás, infraestrutura, entre outros negócios. Em açúcar e álcool, tornou-se um dos maiores do país em menos de três anos.
No fim do ano passado, Bernardo Gradin, presidente daBraskem e filho de Victor, anunciou sua saída do comando da petroquímica do grupo - uma das principais empresas do conglomerado. Como acionista, Gradin poderá ocupar o conselho de administração do grupo, onde seu pai Victor permanece como conselheiro. Seu irmão, Miguel Gradin, também decidiu sair da presidência da divisão de Óleo e Gás do grupo. O único parente de Victor que permanece na companhia como executivo é Jean Marc Salah, marido de Ana Maria Gradin, filha de Victor, ocupando o cargo de diretor da divisão de Óleo e Gás.
À frente da Braskem, Bernardo Gradin foi o responsável por seu processo de internacionalização e por comprar a Quattor, tornando-se a maior companhia das Américas. Ele comandou, em 2010, a aquisição dos ativos da Sunoco, nos EUA, marcado, primeiro passo na internacionalização. Procurada pelo Valor, a família Gradin não foi encontrada para falar.
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