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Bloomberg
13/01/2011 14h04 | Atualizada em 13/01/2011 16h05
O preço do cobre subiu ontem pelo segundo dia consecutivo, beneficiado pelas especulações de que o apoio do Japão e China à União Europeia ajudará a evitar um declínio na demanda por metais. O valor do níquel, outro metal de base, chegou ao maior patamar em oito meses. O Japão pode ampliar as compras de bônus vendidos por um fundo europeu de resgate financeiro, segundo dois representantes governamentais a par do assunto.
Na terça-feira, o cobre valorizou-se 2%, depois de Japão anunciar que acompanharia a China, maior consumidor mundial do metal, na compra de títulos de dívidas. "A perspectiva de que nações asiáticas se engajem nas vendas de bônus da região do euro silencia temporariamente as preocupações quanto à demanda", afirmo
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O preço do cobre subiu ontem pelo segundo dia consecutivo, beneficiado pelas especulações de que o apoio do Japão e China à União Europeia ajudará a evitar um declínio na demanda por metais. O valor do níquel, outro metal de base, chegou ao maior patamar em oito meses. O Japão pode ampliar as compras de bônus vendidos por um fundo europeu de resgate financeiro, segundo dois representantes governamentais a par do assunto.
Na terça-feira, o cobre valorizou-se 2%, depois de Japão anunciar que acompanharia a China, maior consumidor mundial do metal, na compra de títulos de dívidas. "A perspectiva de que nações asiáticas se engajem nas vendas de bônus da região do euro silencia temporariamente as preocupações quanto à demanda", afirmou em comunicado o analista Marc Elliot, da Fairfax IS, em Londres.
Os contratos de cobre - com grande aplicação nos setores da construção civil e de energia - para entrega em março avançaram US$ 0,0625, ou 1,4%, para US$ 4,4115 a libra-peso ontem na divisão de commodities da Bolsa Mercantil de Nova York. O preço do metal valorizou-se 32% nos últimos 12 meses.
O governo de Portugal lançou € 1,25 bilhão em títulos ontem. Espanha e Itália têm leilões marcados para hoje. O fundo de resgate europeu "deverá ser reforçado e a abrangência de suas atividades ampliada", afirmou o comissário de Assuntos Monetários e Econômicos da União Europeia, Olli Rehn, em Bruxelas.
Na Bolsa de Metais de Londres (London Metal Exchange - LME), o cobre com contratos para entrega em três meses avançou US$ 180, ou 1,90%, para US$ 9.690 a tonelada. O níquel subiu 4,5%, maior alta desde junho, para US$ 25.800 a tonelada, em Londres.
Ao longo do dia, a cotação do metal chegou atingir US$ 25.900, maior preço desde 4 de maio.
Os preços subiram após seis semanas de chuvas e inundações na Austrália - que afetaram operações de minas de carvão, ferro e outros minerais - terem incrementado a demanda pelo metal.
"Com o suprimento de carvão ficando pressionado pela inundação, os chineses terão de voltar aos aços de maior qualidade, que usam níquel refinado", destacou a RBC Capital Markets, em informe. Chumbo, zinco, estanho e alumínio também se valorizaram na bolsa londrina.
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