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CNT emite posicionamento sobre a discussão da jornada 6x1

Segundo a entidade, a negociação coletiva é o melhor caminho ao permitir que trabalhadores e empregadores ajustem as condições de trabalho às necessidades específicas de cada setor, região e empresa

Assessoria de Imprensa

13/02/2026 16h17 | Atualizada em 13/02/2026 16h28


Por meio de comunicado à imprensa, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirma acompanhar com atenção o debate sobre a possível mudança da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.

Segundo a entidade, o setor produtivo “está aberto ao diálogo, mas reforça que qualquer alteração deve ser conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o país”.

“O transporte é uma atividade essencial, estratégica para a economia e para a qualidade de vida da população”, diz o comunicado.

Segundo a CNT, a atividade opera 24 horas por dia para atender a todas as

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Por meio de comunicado à imprensa, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirma acompanhar com atenção o debate sobre a possível mudança da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.

Segundo a entidade, o setor produtivo “está aberto ao diálogo, mas reforça que qualquer alteração deve ser conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o país”.

“O transporte é uma atividade essencial, estratégica para a economia e para a qualidade de vida da população”, diz o comunicado.

Segundo a CNT, a atividade opera 24 horas por dia para atender a todas as áreas da economia e assegurar o funcionamento do país.

“Nesse contexto, a redução da jornada sem considerar as especificidades do transporte pode gerar impactos relevantes para toda a sociedade”, afirma.

O setor já enfrenta dificuldades significativas de reposição de mão de obra qualificada, acentua.


Fonte: CNT


“Diante desse quadro, reduzir a jornada sem haver trabalhadores suficientes para suprir a demanda amplia o déficit, eleva custos e pode comprometer a regularidade dos serviços prestados à população”, adverte.

Outro ponto destacado pela CNT é o aumento do custo com a máquina pública, “uma vez que a alteração da jornada não diz respeito apenas ao setor privado”.

“Uma medida aplicada de forma ampla, em um cenário de forte restrição fiscal — incluindo a administração pública —, teria impacto direto na máquina estatal, exigindo novas contratações e aumentando despesas com pessoal”, pontua.

Para a confederação, o caminho mais adequado para tratar da jornada de trabalho é a negociação coletiva.

“Esse instrumento permite que trabalhadores e empregadores ajustem as condições de trabalho às necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às particularidades de cada uma das atividades econômicas”, observa.

“Nos setores onde a jornada 5x2 é factível, ela já é praticada”, destaca a CNT, clamando por um debate “guiado por critérios técnicos e pela proteção da sociedade brasileira, sem precipitação ou decisões que possam gerar impactos negativos ao país”.

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