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China reduz presença nas vendas da Vale. Brasil e Europa ampliam

Asiáticos ainda são maiores clientes da empresa, mas reduzem participação de 58,1%

iG

30/07/2010 15h36 | Atualizada em 30/07/2010 18h48


América do Sul e Europa preencheram o vácuo deixado por Ásia e América do Norte na composição das vendas da Vale. Brasil, Alemanha, Reino Unido e Itália, entre outros, ampliaram o peso nas vendas da empresa, enquanto China, Taiwan, Coréia do Sul, Estados Unidos e Canadá reduziram. As exportações cresceram também para os asiáticos, mas num ritmo inferior ao dos europeus e sul-americanos.

As exportações para os asiáticos responderam por 48,1% da receita da companhia no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 58,1%. A parcela de compras da China recuou de 39,7% para 28,1%. Mesmo assim, o país continua sendo, disparado, o país que mais compra minério do Brasil, desembolsando US$ 4,8 bilhões pela matéri

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América do Sul e Europa preencheram o vácuo deixado por Ásia e América do Norte na composição das vendas da Vale. Brasil, Alemanha, Reino Unido e Itália, entre outros, ampliaram o peso nas vendas da empresa, enquanto China, Taiwan, Coréia do Sul, Estados Unidos e Canadá reduziram. As exportações cresceram também para os asiáticos, mas num ritmo inferior ao dos europeus e sul-americanos.

As exportações para os asiáticos responderam por 48,1% da receita da companhia no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 58,1%. A parcela de compras da China recuou de 39,7% para 28,1%. Mesmo assim, o país continua sendo, disparado, o país que mais compra minério do Brasil, desembolsando US$ 4,8 bilhões pela matéria-prima.

Por outro lado, o Brasil dobrou o valor desembolsado para ficar com o minério da Vale, de US$ 802 milhões para US$ 1,7 bilhão em um ano. É o segundo maior consumidor de minério de ferro (do Brasil). A participação nas vendas da Vale neste período cresceu de 15,8% para 17,7%. A Europa, por sua vez, ampliou parcela de 13% para 23% no total da receita da mineradora.

A redução da importância da China na receita da Vale não deve ser uma tendência, como acena a companhia no relatório que divulgou nesta quinta-feira à noite ao mercado. A mineradora espera que a demanda chinesa por aço volte a crescer aceleradamente com a adoção de incentivos para o mercado imobiliário.

"Esperamos que a demanda chinesa por aço e minério de ferro se acelere novamente no quarto trimestre, à medida que a correção dos estoques - que produziu um mini ciclo de preços declinantes

de aço dentro de um ciclo de expansão - vai chegando ao fim e o panorama do mercado imobiliário se torne mais claro. Nesse sentido, esperamos que a construção de habitações populares para famílias de baixa renda proporcione força adicional ao setor de construção, mitigando os impactos negativos sobre a demanda por aço".

Os Estados Unidos reduziram participação nas compras de 10,9% para 4,8%, mas não diminuíram o valor desembolsado para adquirir o produto, ao contrário do Canadá.

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