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EFE
17/05/2011 09h31 | Atualizada em 17/05/2011 13h12
O Brasil quer elevar suas exportações para a China, seu principal parceiro comercial, em 20% neste ano, afirmou nesta segunda-feira (16) o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, Fernando Pimentel, após reunir-se com seu colega chinês, Chen Deming.
Em 2010, o Brasil faturou US$ 30,785 bilhões em exportações para a China, principalmente em matérias-primas, enquanto no mesmo período importou US$ 30,081 bilhões, distribuídos em uma cesta de produtos diversificada, com predomínio para manufaturados.
Neste sentido, Pimentel defendeu na entrevista coletiva posterior ao encontro sobre a necessidade de "diversificar" as exportações brasileiras ao país asiático, que em 2010 foram lideradas por minéri
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O Brasil quer elevar suas exportações para a China, seu principal parceiro comercial, em 20% neste ano, afirmou nesta segunda-feira (16) o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, Fernando Pimentel, após reunir-se com seu colega chinês, Chen Deming.
Em 2010, o Brasil faturou US$ 30,785 bilhões em exportações para a China, principalmente em matérias-primas, enquanto no mesmo período importou US$ 30,081 bilhões, distribuídos em uma cesta de produtos diversificada, com predomínio para manufaturados.
Neste sentido, Pimentel defendeu na entrevista coletiva posterior ao encontro sobre a necessidade de "diversificar" as exportações brasileiras ao país asiático, que em 2010 foram lideradas por minério de ferro (57,13% do total), petróleo (16,95%), soja (12,83%) e pasta de madeira (3,85%), segundo estatísticas brasileiras.
O ministro brasileiro reiterou o desejo de seu país de estudar a substituição do dólar no comércio internacional por uma cesta de divisas e ressaltou que o colega chinês é favorável à ideia.
"O ministro (chinês) vê com simpatia o início dessa discussão para estabelecer um modelo diferente do padrão internacional. A mudança é um problema grave para os países emergentes", comentou Pimentel.
Na entrevista coletiva conjunta, Chen disse que o uso de divisas alternativas ao dólar deverá ser levado em conta como uma possibilidade "de longo prazo".
Com relação às exigências comerciais do país sul-americano, mostrou-se aberto à compra de produtos brasileiros com valor agregado, como manufaturados e remédios.
Chen declarou que seu país tem interesse em investir no Brasil pelo bom desempenho da economia e a alta da renda per capita, mas criticou as deficiências em infraestruturas, o que tornam o país menos atrativo.
"Há um déficit de infraestruturas. Existem deficiências inclusive na área de eletricidade, assim como em portos e estradas", analisou o ministro chinês.
A visita de Chen ocorre um mês depois de a presidente Dilma Rousseff fazer uma viagem oficial a Pequim com uma delegação de empresários.
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