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Brasil busca espaço na reconstrução da Líbia

França e Reino Unido já trabalham junto às Nações Unidas (ONU) para descongelar bilhões de dólares em ativos da Líbia, bloqueados depois de o líder Muammar Kadafi lançar uma repressão a manifestantes.

DCI

25/08/2011 17h17 | Atualizada em 25/08/2011 20h35


O Brasil deve se beneficiar da ação, uma vez que esses fundos serão usados para a compra imediata de alimentos e de medicamentos.

Dentre as empresas nacionais que atuam na Líbia, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão terão mais facilidade para voltar ao país, segundo o embaixador brasileiro, Cesário Melantonio Neto, que está no Cairo. Essas empresas são responsáveis por obras de infraestrutura (como saneamento e aeroportos), e pela construção de conjuntos habitacionais, shopping centers e instalações industriais.

Já a Petrobras diz que vai acompanhar o desenrolar dos fatos na Líbia, onde os projetos estão suspensos. A estatal exerce atividade exploratória na costa noroeste daquele país, com participação de 70% em

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O Brasil deve se beneficiar da ação, uma vez que esses fundos serão usados para a compra imediata de alimentos e de medicamentos.

Dentre as empresas nacionais que atuam na Líbia, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão terão mais facilidade para voltar ao país, segundo o embaixador brasileiro, Cesário Melantonio Neto, que está no Cairo. Essas empresas são responsáveis por obras de infraestrutura (como saneamento e aeroportos), e pela construção de conjuntos habitacionais, shopping centers e instalações industriais.

Já a Petrobras diz que vai acompanhar o desenrolar dos fatos na Líbia, onde os projetos estão suspensos. A estatal exerce atividade exploratória na costa noroeste daquele país, com participação de 70% em um bloco com a australiana OSL.

No longo prazo, a balança comercial brasileira também levará vantagem. Segundo fontes ligadas à Câmara Árabe, porém, neste momento as transições políticas na Líbia não causarão impactos negativos ao País.

O Brasil deve se posicionar em relação à Líbia na conferência do dia 1º de setembro, em Paris. O encontro foi marcado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. Na última terça-feira, os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, e da China, Yang Jiechi, disseram que o ideal é que os países que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) definam a posição comum em relação às mudanças que ocorrem na Líbia. Segundo Yang Jiechi, o Brasil deve "ser o principal aliado da China na reconstrução da Líbia".

 

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