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Agência Estado
06/07/2010 16h00 | Atualizada em 06/07/2010 19h02
LONDRES - A British Petroleum (BP) acabou com a especulação de que estaria buscando um investidor para comprar uma grande participação acionária na companhia, dizendo que não emitirá novas ações a fim de captar dinheiro para cobrir os custos do vazamento de petróleo no Golfo do México. Às 10h, as ações da BP registravam alta de 2,91% na Bolsa de Londres, cotadas a 343 pence.
A BP aceitará se os acionistas existentes ou novos investidores queiram expandir sua participação na empresa através da compra de ações já listadas, mas não há novas ações a serem emitidas, disse um porta-voz da companhia.
Relatos da imprensa, que circularam durante último o final de semana, afirmaram que a BP estava cortejando fundos soberanos do Ori
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LONDRES - A British Petroleum (BP) acabou com a especulação de que estaria buscando um investidor para comprar uma grande participação acionária na companhia, dizendo que não emitirá novas ações a fim de captar dinheiro para cobrir os custos do vazamento de petróleo no Golfo do México. Às 10h, as ações da BP registravam alta de 2,91% na Bolsa de Londres, cotadas a 343 pence.
A BP aceitará se os acionistas existentes ou novos investidores queiram expandir sua participação na empresa através da compra de ações já listadas, mas não há novas ações a serem emitidas, disse um porta-voz da companhia.
Relatos da imprensa, que circularam durante último o final de semana, afirmaram que a BP estava cortejando fundos soberanos do Oriente Médio, que poderiam comprar novas ações para levantar um capital extra de 6 bilhões de libras (US$ 9,1 bilhões).
As ações da companhia perderam quase metade de seu valor desde a explosão, no dia 20 de abril, da plataforma Deepwater Horizon que continua a vazar petróleo no Golfo do México.
No entanto, Imad Al Atiqi, membro do Supreme Petroleum Council - principal comitê de política para petróleo do Kuwait -, tentou nesta terça-feira por fim à especulação de que seu país aumentaria sua participação na BP. "A autoridade de investimento do Kuwait já tem uma participação na BP e perdeu uma quantidade considerável sobre o valor contábil", disse Atiqi. "Não tenho certeza se é uma boa ideia aumentar a participação que eles já têm na BP", acrescentou.
Os papéis da BP têm potencial para crescer 24% uma vez que a companhia faz grandes progressos para fechar o poço que está vazando e limpar o restante do óleo derramado, disse o Royal Bank of Scotland.
A companhia enfrenta dez bilhões de dólares em dívidas potenciais relacionadas ao contínuo vazamento de petróleo do poço Macondo na região, que têm sujado praias e pântanos e prejudicado a pesca e o turismo.
A BP já gastou US$ 3,12 bilhões com os esforços de limpeza, contenção e indenização, e prometeu injetar outros US$ 20 bilhões em um fundo para cobrir futuras obrigações durante os próximos 3 anos e meio.
A petroleira britânica formou, no entanto, uma caixa substancial para lidar com os custos de derramamento. A empresa tinha uma linha de crédito anterior de US$ 5,25 bilhões disponíveis com uma série de bancos e, numa demonstração de apoio desde o início do vazamento, oito ou nove bancos ofereceram linhas adicionais de crédito stand-by, totalizando US$ 9 bilhões, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.
A BP, que também tinha US$ 5 bilhões em dinheiro no seu balanço no início de junho, economizará US$ 7,8 bilhões por meio do cancelamento do pagamento de dividendos trimestrais e cortará US$ 2 bilhões de seus investimentos neste ano.
O plano da companhia para vender US$ 10 bilhões em ativos, a fim de aumentar o seu balanço, poderá se concluído rapidamente. O canal de televisão Sky News reportou na semana passada que a China National Offshore Oil Company poderia comprar uma participação da BP na companhia argentina Pan American Energy por cerca de US$ 9 bilhões nas próximas semanas. As informações são da Dow Jones.
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