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Biodiesel: em breve também no mar

Petrobras e UFRJ estudam uso do produto em navios

Webtranspo

08/07/2010 15h28 | Atualizada em 08/07/2010 18h36


Em uma ação pioneira no País, a Petrobras e o Instituo Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) estão pesquisando a adição de biodiesel ao combustível usado em navios, conhecido como bunker.

De acordo com a estatal, o objetivo é tentar reduzir as emissões de gases poluentes do produto, que deve ter grande crescimento de consumo nos próximos anos no País graças à retomada da indústria naval brasileira.

Conforme anunciado, ainda é cedo para prever os ganhos ao meio ambiente que a mistura proporcionará. Entretanto, segundo a Coppe/UFRJ, o uso de biocombustíveis pode ser uma maneira de reduzir as emissões de fu

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Em uma ação pioneira no País, a Petrobras e o Instituo Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) estão pesquisando a adição de biodiesel ao combustível usado em navios, conhecido como bunker.

De acordo com a estatal, o objetivo é tentar reduzir as emissões de gases poluentes do produto, que deve ter grande crescimento de consumo nos próximos anos no País graças à retomada da indústria naval brasileira.

Conforme anunciado, ainda é cedo para prever os ganhos ao meio ambiente que a mistura proporcionará. Entretanto, segundo a Coppe/UFRJ, o uso de biocombustíveis pode ser uma maneira de reduzir as emissões de fuligem na queima do bunker, melhorando a qualidade do ar nos portos brasileiros.

Segundo Albino Leiroz, professor do programa de Engenharia da instituição de ensino, o objetivo é adequar o produto aos mais altos padrões internacionais, de forma a garantir a integridade, o melhor desempenho dos motores e os limites de emissões estabelecidos pela Marpol (Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios”.

“O resultado dos testes trará benefícios à indústria brasileira de petróleo, aumentando a competitividade do combustível produzido no País”, argumenta. A pesquisa, que será realizada no Bunker I, banco de provas para ensaios de óleos combustíveis pesados e lubrificantes, instalado no LMT (Laboratório de Máquinas Térmicas) da Coppe, contará com investimentos totais de R$ 12,6 milhões.

Segundo informações da Petrobras, na primeira fase – que recebeu aportes de R$ 6,7 milhões – as organizações compraram um motor alemão da marca MAN, com potência de 500 quilowatts (KW) para testes de combustível.

Em 2011, na segunda etapa, orçada em R$ 5,9 milhões, está prevista a aquisição de um segundo motor de 750 quilowatts. “Temos um grupo temático de estudos sobre combustíveis, com projetos na área de automóveis e motocicletas, por exemplo, mas percebemos que não havia conhecimento na área de bunker no Brasil”, justifica a iniciativa Tadeu Cordeiro, pesquisador do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras).

Conforme informações da Coppe/UFRJ, o laboratório – inaugurado em março deste ano – deverá iniciar a operação no próximo mês. Até lá, os pesquisadores vão trabalhar na preparação dos testes. As organizações não anunciaram qual será o nível de mistura dos combustíveis.

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