Radar

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR
Mercado
Voltar

Mercado

Argentina decide nacionalizar a petroleira YPF

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, decidiu enviar uma proposta de expropriação de 51% das ações da YPF, ao Congresso Nacional

Agência Brasil

17/04/2012 09h33


A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, decidiu enviar uma proposta ao Congresso Nacional do país declarando de interesse público a exploração de petróleo e derivados.

O governo anunciou que o texto institui a expropriação das ações da empresa YPF, subsidiária da espanhola Repsol no país. Ficou estabelecido que 51% das ações da companhia pertencerão ao Estado e os 49% restantes, às províncias.

Segundo a presidenta, o objetivo é fazer com que o país seja autossuficiente. De acordo com Cristina Kirchner, da forma como está, a Argentina “corre o risco de se tornar inviável” devido às políticas empresárias em curso na região.

Cristina Kirchner se referiu indiretamente à empresa YPF. De acordo com a presidenta, a

...

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, decidiu enviar uma proposta ao Congresso Nacional do país declarando de interesse público a exploração de petróleo e derivados.

O governo anunciou que o texto institui a expropriação das ações da empresa YPF, subsidiária da espanhola Repsol no país. Ficou estabelecido que 51% das ações da companhia pertencerão ao Estado e os 49% restantes, às províncias.

Segundo a presidenta, o objetivo é fazer com que o país seja autossuficiente. De acordo com Cristina Kirchner, da forma como está, a Argentina “corre o risco de se tornar inviável” devido às políticas empresárias em curso na região.

Cristina Kirchner se referiu indiretamente à empresa YPF. De acordo com a presidenta, a proposta encaminhada ao Parlamento determina o "desenvolvimento equitativo e sustentável das regiões" argentinas. Pelo texto, os governos federal, estadual e municipal atuarão em parceria para viabilizar as mudanças.

As autoridades argentinas criticam a empresa YPF por ter reduzido seus investimentos no país, o que obrigaria a Argentina a aumentar suas importações de hidrocarburetos. A Repsol rechaçou as críticas, destacou que o objetivo é investir US$ 3,4 bilhões no país até dezembro e apelou pelo prosseguimento das negociações.

"Existem alguns itens que vão poder ter o conteúdo local elevado, sim", confirmou Papini, sobre o possível efeito do estudo nas metas de conteúdo local da Petrobras.

Papini informou que foram encontradas taxas de conteúdo local médias de 70% para navios petroleiros, de 61% para navios de apoio e de 63% para plataformas FPSO. A participação dos fornecimentos locais no valor total de navios e plataformas está em média em 64% nesses três grupos.

O Sinaval identificou, por exemplo, que motores de grande porte para os quais não há escala de produção no Brasil podem ter seu conteúdo local elevado de zero para 50% a 60%, em três ou quatro anos, se forem montados no país. Periféricos podem ser produzidos nacionalmente, e o próprio serviço de montagem ou o pagamento de impostos entram na conta. O mesmo acontece para bombas de grande porte.

O setor busca a criação de metas específicas de conteúdo local pelo governo e Petrobras, de forma a beneficiar fornecedores com maior índice de produção nacional. No lugar de metas globais para navios de apoio, por exemplo, estuda-se o detalhamento de exigências por itens.

Também são estudadas formas de estímulo via descontos em taxas de financiamento do BNDES, que repassa recursos do Fundo da Marinha Mercante.

 

 

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade