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16/04/2012 14h17
Além disso, o projeto prevê que a exploração de hidrocarbonetos seja declarada de interesse público - a Petrobras produz hidrocarbonetos na Argentina, e não está claro se essa medida também pode afetar a empresa brasileira.
O governo de Buenos Aires afirmou que enviará ao Congresso argentino o projeto, pelo qual as ações da YPF serão divididas entre o governo federal (que deve ficar com 51%) e as províncias (que devem ficar com os 49% restantes).
Cristina anunciou que, com a iniciativa oficial, será declarada de interesse público a exploração de hidrocarbonetos, “com o objetivo de conseguir a autossuficiência” no setor, segundo a agência.
O maior parcela da YPF é controlada pela espanhola Repsol YPF. Nos últimos d
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Além disso, o projeto prevê que a exploração de hidrocarbonetos seja declarada de interesse público - a Petrobras produz hidrocarbonetos na Argentina, e não está claro se essa medida também pode afetar a empresa brasileira.
O governo de Buenos Aires afirmou que enviará ao Congresso argentino o projeto, pelo qual as ações da YPF serão divididas entre o governo federal (que deve ficar com 51%) e as províncias (que devem ficar com os 49% restantes).
Cristina anunciou que, com a iniciativa oficial, será declarada de interesse público a exploração de hidrocarbonetos, “com o objetivo de conseguir a autossuficiência” no setor, segundo a agência.
O maior parcela da YPF é controlada pela espanhola Repsol YPF. Nos últimos dias, o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy vinha pressionando Buenos Aires para que respeitasse os contratos existentes e autoridades chegaram a ameaçar com retaliações.
O governo argentino reclamava da suposta falta de investimentos na companhia, o que prejudicaria o país, forçando-o a importar mais petróleo.
"Caso prosseguisse a política de esvaziamento e não exploração nem investimento, praticamente nos tornaríamos um país inviável não por falta de recursos, mas sim por políticas empresariais", afirmou Cristina ao fazer o anúncio.
A presidente disse que no ano passado, pela primeira vez em 17 anos, "desde que se desnacionalizou a YPF, pela primeira vez em 2011 a Argentina se converteu em importadora líquida de gás e petróleo, com US$ 3,029 bilhões de déficit", segundo a Telam. O país, ainda segundo Cristina, precisou importar mais de US$ 9 bilhões em hidrocarbonetos.
A espanhola Repsol YPF possui 53,47% das ações da YPF, enquanto o grupo argentino Petersen controla uma fatia de 25,46%.
Segundo o jornal El País, o anúncio ocorreu com a Bolsa de Madri já fechada, porém com a notícia os papéis da YPF tiveram forte queda em Nova York.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García Margallo, havia dito anteriormente que, caso a Argentina anunciasse a expropriação da empresa, isso significaria uma ruptura entre as duas nações, e "não somente em termos econômicos".
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