Mercado
Valor Econômico
05/07/2011 10h36 | Atualizada em 05/07/2011 13h49
Para uma desconhecida no mercado nordestino de cimentos, a fabricante Apodi parece enfrentar com entusiasmo a concorrência pesada que terá pela frente. Há quatro meses em operação, a companhia já responde por 10% das vendas cearenses e tem planos mais ambiciosos para sua presença na região.
Com uma segunda fábrica prevista para iniciar atividades em junho de 2014, a expectativa da produtora é de que sua participação no estado salte para 15% e atinja altas ainda não estipuladas no Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Em todo o Nordeste, após o lançamento da nova instalação, a empresa quer responder por 20% do mercado até o final daquele ano.
A unidade atual, localizada em Caucaia (CE), produz cimento por meio
...

Para uma desconhecida no mercado nordestino de cimentos, a fabricante Apodi parece enfrentar com entusiasmo a concorrência pesada que terá pela frente. Há quatro meses em operação, a companhia já responde por 10% das vendas cearenses e tem planos mais ambiciosos para sua presença na região.
Com uma segunda fábrica prevista para iniciar atividades em junho de 2014, a expectativa da produtora é de que sua participação no estado salte para 15% e atinja altas ainda não estipuladas no Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Em todo o Nordeste, após o lançamento da nova instalação, a empresa quer responder por 20% do mercado até o final daquele ano.
A unidade atual, localizada em Caucaia (CE), produz cimento por meio de uma instalação de moagem - misturadora de insumos, como escória e clínquer -, e vende, hoje, 25 mil toneladas mensais. De acordo com Adalto Farias, presidente da Apodi, a ideia é de que seja alcançada nos próximos quatro meses a capacidade atual de produção, que é de 45 mil toneladas mensais - ou 540 mil por ano. Com a nova unidade, integrada com mina de calcário, do qual se fabrica o clínquer, a produtora deixará de gastar cerca de R$ 21 milhões mensais com a importação de matérias-primas.
O novo investimento está orçado em cerca de R$ 400 milhões, 80% financiados e 20% de capital próprio do grupo. A Apodi tem capital acionário da Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (25%), do Grupo Cedro (25%) e do conglomerado M. Dias Branco (50%), pertencente ao empresário Ivens Dias Branco. O local escolhido para a nova fábrica é o município dei Quixeré (CE), na fronteira com o Rio Grande do Norte.
"Já compramos os equipamentos e já temos as licenças e estudos ambientais prévios aprovados", afirmou Farias. Segundo o executivo, faltava cimento na região e essa ausência era preenchida com importações realizadas principalmente pela Votorantim Cimentos, principal fabricante do país. "Estamos ocupando esse espaço", observou o executivo.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará, Roberto Sérgio Ferreira, a estreante tinha como objetivo regular o mercado. "Foi por conta do crescimento acelerado da demanda que o volume alto de vendas atribuído à nova empresa ocorreu, mas não sei se as perspectivas são de estabilidade ou crescimento desta fatia", disse.
Dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) apontam que o Nordeste foi a segunda região que mais produziu cimento no país em 2010, totalizando 11,2 milhões de toneladas, perdendo apenas para o Sudeste que alcançou a casa dos 29,8 milhões. Entre os Estados da região mais atuantes na produção no ano passado, estão o Sergipe, Paraíba e Ceará, respectivamente.
Até março deste ano, última sondagem realizada pelo SNIC, unidades nordestinas já fabricaram 2,7 milhões de toneladas.
Para Fred Fernandes, diretor comercial da Votorantim Cimentos, a entrada de concorrentes menores no mercado é acompanhada, mas não é vista com preocupação ou como oportunidade de aquisição. "Nossos investimentos foram bastante expressivos, atendendo cerca de 10% do mercado regional", detalhou. Sobre a possibilidade de compra de pequenos fabricantes, Fernandes afirmou que esta não é uma intenção da companhia. "Todos os nossos projetos são para novas plantas ou expansões, não trabalhamos com aquisições", disse.
Além da Votorantim, a iniciante cearense irá dividir a atenção dos distribuidores com a portuguesa Cimpor, com o grupo Camargo Corrêa, com a francesa Lafarge, com o Cimento Nassau, do grupo pernambucano João Santos.
27 de agosto 2020
02 de julho 2020
Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP
Telefone (11) 3662-4159
© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade