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16 de agosto de 2018
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Mercado

Alta recorde de serviços não salva PIB

Resultado confirma expectativa de estabilidade na economia no 2º trimestre
Fonte: O Estado de São Paulo

O exemplo do que já tinha se passado com a indústria nacional, o setor de serviços teve alta recorde na passagem de maio para junho, recuperando-se do tombo registrado no mês anterior por causa da greve de caminhoneiros que paralisou o transporte de carga no País durante 11 dias. O volume de serviços prestados cresceu 6,6%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os bloqueios nas estradas, porém, deixaram uma herança negativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre. O setor de serviços encolheu 0,3% em relação ao primeiro trimestre do ano, apesar da melhora de junho. O resultado, somado ao recuo da indústria (-2,5%) e à alta modesta das vendas no varejo (0,7%), confirmou expectativas de analistas por uma relativa estabilidade do PIB brasileiro no período.

“Ainda é cedo para afirmar se a retomada está ganhando força. Será preciso esperar os dados de julho e agosto para saber qual o ritmo de recuperação”, argumentou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa.

A SulAmérica Investimentos estima estabilidade no PIB do segundo trimestre em relação ao primeiro. O Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco está um pouco mais otimista, com projeção de crescimento de 0,3% para o PIB do segundo trimestre.


O exemplo do que já tinha se passado com a indústria nacional, o setor de serviços teve alta recorde na passagem de maio para junho, recuperando-se do tombo registrado no mês anterior por causa da greve de caminhoneiros que paralisou o transporte de carga no País durante 11 dias. O volume de serviços prestados cresceu 6,6%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os bloqueios nas estradas, porém, deixaram uma herança negativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre. O setor de serviços encolheu 0,3% em relação ao primeiro trimestre do ano, apesar da melhora de junho. O resultado, somado ao recuo da indústria (-2,5%) e à alta modesta das vendas no varejo (0,7%), confirmou expectativas de analistas por uma relativa estabilidade do PIB brasileiro no período.

“Ainda é cedo para afirmar se a retomada está ganhando força. Será preciso esperar os dados de julho e agosto para saber qual o ritmo de recuperação”, argumentou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa.

A SulAmérica Investimentos estima estabilidade no PIB do segundo trimestre em relação ao primeiro. O Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco está um pouco mais otimista, com projeção de crescimento de 0,3% para o PIB do segundo trimestre.

“O PIB do segundo trimestre já estava condenado. O resultado de junho mascara uma melhora pontual”, avaliou Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que prevê alta de 0,1% na atividade econômica no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre do ano. “O PIB está praticamente estagnado.”

Perdas. Apesar da recuperação do setor de serviços em junho, as perdas provocadas pela greve são irreparáveis, corroborou Rodrigo Lobo, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Segundo ele, embora o volume de serviços prestados supere o nível de abril, a perda do mês seguinte já foi assimilada à trajetória do segmento no ano.

“No fim do ano, se a gente tiver resultado positivo para o setor de serviços, ele teria sido maior ainda se não fosse a greve de caminhoneiros, que provocou perdas irreparáveis. Se for negativo, ele poderia ter sido menos negativo se não fosse a greve”, resumiu Lobo.

O desempenho extraordinário dos serviços em junho ante maio, com a maior elevação da série histórica, teve influência do salto recorde de 23,4% no transporte terrestre. O setor produtivo pode ter contratado mais serviços de frete que o habitual, para dar conta de escoar o que ficou encalhado em maio.

“O cenário mais provável é que tenha sim (em transportes) algum tipo de devolução desse crescimento mais acentuado de junho na série ajustada (sazonalmente)”, estimou Lobo. “Tanto a parte de serviços deve devolver um pouco quanto a parte de transporte de cargas. A base de comparação está extremamente elevada para esse segmento.”

Para Bentes, o nível fraco da atividade econômica e a carência de investimentos são obstáculos à retomada do setor de serviços, uma vez que grande parte das receitas tem origem na prestação de serviços para empresas.

Newton Camargo Rosa acredita que o grande entrave para a atividade econômica é o mercado de trabalho, que está com dificuldade em retomar o crescimento. “Está muito fraco, praticamente estagnado. A geração de vagas está muito lenta e em setores nos quais o trabalho é um pouco mais precário, a remuneração não é tão boa.”

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