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BBC
19/07/2010 15h04 | Atualizada em 19/07/2010 18h06
A British Petroleum informou em comunicado que a cúpula de contenção de petróleo instalada sobre o poço avariado no Golfo do México responde bem aos testes que estão sendo realizados e pela primeira, vez desde o começo do vazamento, 87 dias atrás, deixou de jorrar óleo no mar.
No entanto, Doug Suttles, alto executivo da empresa, disse à imprensa que era "muito cedo para celebrar”. Advertiu que o trabalho ainda não terminou. A companhia britânica indicou que “durante os testes as três aberturas permaneceram fechadas, o que para efeitos práticos fecha o poço.”
O presidente americano Barack Obama disse que se trata de um sinal positivo, ainda que seja cedo para tirar conclusões definitivas. O vice-presidente de exploração e
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A British Petroleum informou em comunicado que a cúpula de contenção de petróleo instalada sobre o poço avariado no Golfo do México responde bem aos testes que estão sendo realizados e pela primeira, vez desde o começo do vazamento, 87 dias atrás, deixou de jorrar óleo no mar.
No entanto, Doug Suttles, alto executivo da empresa, disse à imprensa que era "muito cedo para celebrar”. Advertiu que o trabalho ainda não terminou. A companhia britânica indicou que “durante os testes as três aberturas permaneceram fechadas, o que para efeitos práticos fecha o poço.”
O presidente americano Barack Obama disse que se trata de um sinal positivo, ainda que seja cedo para tirar conclusões definitivas. O vice-presidente de exploração e produção da BP, Kent Wells, disse que é bom ver não vaza mais óleo no golfo. “Estou contente, mas só estamos começando os testes”. Ele afirmou que ainda que o vazamento pare nas próximas 48 horas, isso não significa que o óleo deixe de escapar completamente.
Depois do fechamento das três válvulas do último sistema de contenção que a petroleira colocou há alguns dias na fonte do vazamento, o fluxo foi detido. No entanto, segundo Wells, os engenheiros vigiam de perto a operação para checar se o petróleo começou a vazar de novo.
A BP conseguiu chegar ao fim dos testes depois de atrasá-los, primeiro pela reticência dos Estados Unidos e depois pelo surgimento de um vazamento no sistema de contenção. O objetivo final é averiguar se o poço tem alguma outra fuga e para isso se mede a pressão durante todo o tempo do procedimento, que pode durar até 48 horas.
Conforme explicou o coordenador da luta contra o vazamento, o almirante Thad Allen, se a pressão se manter alta será algo positivo porque implicaria que o dispositivo funciona e é capaz de suportar o fluxo de petróleo. Se diminuir, pode significar que existe alguma fenda, o que dificultaria a tarefa de selar o poço completamente.
Segundo cálculos de especialistas do governo americano, durante quase três meses vazaram diariamente entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo no mar, o pior desastre ecológico da história do país.
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