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16 de novembro de 2010
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ESPECIAL RODOVIAS

Rodovias brasileiras: há uma luz no fim do túnel

Condição das rodovias brasileiras melhora um pouco, como resultado do aumento dos investimentos em infraestrutura, mas situação geral ainda preocupa

Somente 14,7% das rodovias brasileiras podem ser consideradas em ótimo estado, com padrões equivalentes aos das melhores rodovias internacionais. Outros 26,5% da malha nacional estão em bom estado; 33,4% podem ser consideradas em situação regular; 17,4% estão ruins e 8%, péssimas. Esse foi o panorama encontrado pela Pesquisa CNT de Rodovias 2010, o estudo realizado pela Confederação Nacional do Transporte, em parceria com o SEST/SENAT, em sua 14ª edição. A pesquisa, que ao longo dos tempos se consolidou como um dos mais amplos estudos sobre as condições da malha rodoviária brasileira, analisou 90.945 km de rodovias nos mais diferentes pontos do País.

Durante 37 dias – de 3 de maio a 8 de junho –, 15 equipes de pesquisadores avaliaram as condições de conservação do pavimento, da sinalização e da geometria viária de boa parte da malha existente, que inclui toda a rede federal pavimentada e a malha constituída pelas principais rodovias estaduais. Apesar do cenário geral ainda ser preocupante, pode-se tirar da pesquisa uma conclusão otimista: em 2009, a mesma pesquisa apontou que o percentual de rodovias em ótimo estado era de 13,5%, enquanto que as rodovias em bom estado eram 17,5% do total pesquisado. As regulares somaram 45% e as ruins ou péssimas, 16,9% e 7,1%, respectivamente. Houve uma melhoria na extensão do pavimento classificado como ótimo ou bom, da ordem de 8,3 pontos percentuais. No balanço geral, portanto, pode-se afirmar que há mais rodovias melhorando do que piorando em todo o País.

Com relação à sinalização, também houve melhoria na extensão dos trechos classificados como ótimos ou bons de 5,7 pontos percentuais. Houve, também, uma redução do número de pontos críticos encontrados nas pesquisas anteriores. Dos 91 mil km de rodovias avaliadas, 95,9% (87.269 km) não apresentam buracos, sendo que quase metade delas apresenta pavimento totalmente perfeito.

Ainda em relação à malha avaliada, as equipes de pesquisadores constataram que 97% delas permitem manter a velocidade operacional dos veículos, especialmente dos caminhões.

Para Clésio Andrade, presidente da CNT, a melhoria da situação das rodovias brasileiras é resultado do crescimento dos investimentos, por parte do governo f


Condição das rodovias brasileiras melhora um pouco, como resultado do aumento dos investimentos em infraestrutura, mas situação geral ainda preocupa

Somente 14,7% das rodovias brasileiras podem ser consideradas em ótimo estado, com padrões equivalentes aos das melhores rodovias internacionais. Outros 26,5% da malha nacional estão em bom estado; 33,4% podem ser consideradas em situação regular; 17,4% estão ruins e 8%, péssimas. Esse foi o panorama encontrado pela Pesquisa CNT de Rodovias 2010, o estudo realizado pela Confederação Nacional do Transporte, em parceria com o SEST/SENAT, em sua 14ª edição. A pesquisa, que ao longo dos tempos se consolidou como um dos mais amplos estudos sobre as condições da malha rodoviária brasileira, analisou 90.945 km de rodovias nos mais diferentes pontos do País.

Durante 37 dias – de 3 de maio a 8 de junho –, 15 equipes de pesquisadores avaliaram as condições de conservação do pavimento, da sinalização e da geometria viária de boa parte da malha existente, que inclui toda a rede federal pavimentada e a malha constituída pelas principais rodovias estaduais. Apesar do cenário geral ainda ser preocupante, pode-se tirar da pesquisa uma conclusão otimista: em 2009, a mesma pesquisa apontou que o percentual de rodovias em ótimo estado era de 13,5%, enquanto que as rodovias em bom estado eram 17,5% do total pesquisado. As regulares somaram 45% e as ruins ou péssimas, 16,9% e 7,1%, respectivamente. Houve uma melhoria na extensão do pavimento classificado como ótimo ou bom, da ordem de 8,3 pontos percentuais. No balanço geral, portanto, pode-se afirmar que há mais rodovias melhorando do que piorando em todo o País.

Com relação à sinalização, também houve melhoria na extensão dos trechos classificados como ótimos ou bons de 5,7 pontos percentuais. Houve, também, uma redução do número de pontos críticos encontrados nas pesquisas anteriores. Dos 91 mil km de rodovias avaliadas, 95,9% (87.269 km) não apresentam buracos, sendo que quase metade delas apresenta pavimento totalmente perfeito.

Ainda em relação à malha avaliada, as equipes de pesquisadores constataram que 97% delas permitem manter a velocidade operacional dos veículos, especialmente dos caminhões.

Para Clésio Andrade, presidente da CNT, a melhoria da situação das rodovias brasileiras é resultado do crescimento dos investimentos, por parte do governo federal, em obras de infraestrutura, registrado nos últimos anos. “Tem havido um esforço do governo do presidente Lula em melhorar a situação das rodovias. Esse aumento da destinação de recursos voltados para o setor de transporte reflete na melhoria observada no levantamento. De 2007 a agosto de 2010, o governo Lula investiu R$ 27,71 bilhões em infraestrutura de transportes. Já no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002, foram investidos apenas R$ 4,15 bilhões”, compara.

Ainda de acordo com o presidente da CNT, o Brasil desponta como uma das economias mais dinâmicas no cenário mundial pós-crise. Porém, a falta de uma infraestrutura de transporte adequada é fator limitador a um crescimento sustentável e mais robusto. “A ampliação, a recuperação e a manutenção de toda a malha rodoviária brasileira são inadiáveis para consolidar o desenvolvimento social e econômico do País”, assegura Andrade.

As preocupações do líder setorial se justificam. Afinal, o modo de transporte rodoviário é responsável por 60% de todas as cargas que circulam no País, e por 90% da movimentação de passageiros. Por esses percentuais de utilização, é possível afirmar que esse modo de transporte ainda exercerá forte destaque na logística nacional, constituindo-se em elemento estruturante no transporte do Brasil. Rodovias em boas condições asseguram melhores situações operacionais aos transportadores e vantagens em termos de desempenho e de custo.

A exemplo do que mostraram as pesquisas anteriores, o estado de São Paulo continua tendo as melhores estradas do País, todas sob concessão privada. Nada menos que 61,7% das rodovias paulistas foram classificadas como ótimas. Os sistemas Anahanguera Bandeirantes e Ayrton Senna/Carvalho Pinto, bem como a Rodovia dos Imigrantes, aparecem de novo como as melhores do Brasil. No Ranking das 10 melhores, nada menos que seis estão localizadas na região de Campinas. O segundo estado a figurar na lista dos que possuem a melhor infraestrutura rodoviária é o Rio Grande do Sul, onde 28,6% das vias mereceram a nota máxima.

Na outra ponta da tabela encontram-se as rodovias da região Norte, as piores do Brasil em conservação. Nada menos que 22% das estradas da região estão em péssimo estado. Roraima é o Estado que apresenta a situação mais crítica, com 48,8% de sua malha em situação de calamidade.

A pesquisa da CNT elaborou um ranking das dez melhores e das dez piores ligações rodoviárias, considerando 109 trechos regionais que interligam territórios de uma ou mais unidades da federação (ver tabelas nesta edição). Os critérios considerados para esta definição foram a geometria da via, a sinalização e a pavimentação.

Para Clésio Andrade, melhorar as condições da malha rodoviária brasileira requer, em primeiro lugar, investimentos contínuos que garantam a manutenção do sistema atual, além de sua ampliação. “São necessários, ainda, dados confiáveis e detalhados sobre as condições viárias, para permitir o planejamento das ações. Nesse sentido, a Pesquisa CNT de Rodovias se apresenta como uma importante contribuição dos transportadores brasileiros à Nação, ao oferecer uma série histórica que se consolida e se aprimora a cada ano, com dados sobre nossa infraestrutura mais utilizada. Seus resultados compõem um amplo compêndio de informações rodoviárias, aptas a suprir demandas de projetos, programas, pesquisas e dos próprios transportadores”.

Rank - As 10 Melhores Ligações
Nome Rodovias Classificação Posição Concessionada
São Paulo (SP)
Itaí (SP)
Espírito Santo do
Turvo (SP)

SP-255
SP280/BR-374

Ótimo 1 Sim
São Paulo (SP)
Limeira(SP)
SP-310/BR-364
SP-348
Ótimo 2 Sim
Piracicaba (SP)
Mogi Mirim (SP)
SP-147
SP-147/BR-373
Ótimo 3 Sim
Bauru (SP)
Itirapina (SP)
SP-225/BR-369 Ótimo 4 Sim
São Paulo (SP)
Uberaba (MG)
BR-050
SP-330/BR-050
Ótimo 5 Sim
Rio Claro(SP)
Itapetininga (SP)
SP-127
SP-127/BR-373
Ótimo 6 Sim
Campinas (SP)
Jacareí (SP)
SP-065
SP-340
Ótimo 7 Sim
Araraquara (SP)
São Carlos (SP)
Franca (SP)
Itirapuã (SP)

SP-255
SP-310
BR-364
SP-318
SP-334
SP-345

Ótimo 8 Sim
Catanduva (SP)
Taquaratinga (SP)
Ribeirão Preto (SP)
SP-322
SP-322/BR-265
SP-323
SP-330
Ótimo 9 Sim
Sorocaba (SP)
Cascata (SP)
Mococa (SP)
SP-075
SP-340
Ótimo 10 Sim

 

Rank - As 10 Piores Ligações
Nome Rodovias Classificação Posição Concessionada
Marabá (PA)
Dom Eliseu (PA)
BR-222 Pésimo 109 Não
Manaus (AM) Boa Vista (RR) Pacaraíma (RR) BR-174 Ruim 108 Não
Rio Verde (GO)
Iporá (GO)
GO-174 Ruim 107 Não
Belém (PA)
Guaraí (TO)
BR-222
PA-150
PA-151
PA-252
PA-287
PA-447
PA-475
PA-483
TO-336
Ruim 106 Não
Marabá (PA)
Wanderlândia (TO)
BR-153
BR-230
PA-153/BR-153
Ruim 105 Não
Baracão (PR)
Cascavel (PR)
BR-163
PR-163/BR 163
PR-583/BR-163
Ruim 104 Não
Natividade (TO)
Barreiras (BA)
BA-460
BA-460/BR-242
TO-040
TO-280
Ruim 103 Não
Jataí (GO) BR-158 Ruim 102 Não
Dourados (MS)
Cascavel(PR)
BR-163
PR-467/BR-467
Ruim 101 Não
Curvelo (MG)
Ibotirama (BA)
BA-030/BR-030
BA-160
BR-122
BR-135
MG-122/BR-122
Ruim 100 Não

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