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16 de novembro de 2010
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Gestão Pública

Rodovia do Parque: obras em ritmo acelerado

A Região Metropolitana de Porto Alegre é o terceiro pólo industrial mais importante do País, onde se concentra 40% do PIB do estado, responsável pela maior parte do escoamento da produção do Rio Grande do Sul. Mas sofre com constantes congestionamentos. Em 2005, foi assinada medida provisória alterando dispositivo do Plano Nacional de Viação, criando a Ligação BR-448/RS, subtrecho entre a BR-116/RS-118 e a BR-290/RS, como uma alternativa para amenizar o tráfego de veículos na região. O investimento global para execução das obras é R$ 824 milhões, com preços iniciais referentes a setembro de 2008 e recursos do governo federal.

Foram mais de 30 anos discutindo alternativas para o conflito do tráfego no trajeto por onde transitam 130 mil veículos por dia. Em 2000 surgiria o projeto do Polão, prevendo 41 km de novas rodovias, a duplicação da RS-118 e a recuperação das BR-116 e BR-386, com três praças de pedágio. A revisão do projeto deu origem à BR-448, concebida com recursos da União, que deverá absorver cerca de 40% do fluxo que passa pela BR-116. O empreendimento surge como alternativa para amenizar o intenso fluxo de veículos na BR‐116, principal ligação de Porto Alegre com os municípios da Região Metropolitana e com o Norte do estado.

São 22,34 km de extensão que ligam os municípios de Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas e Porto Alegre, formando um anel rodoviário que receberá grande parte do tráfego da Serra Gaúcha, Vale dos Sinos, Caí e Paranhana.

O apelido de Rodovia do Parque deve-se à coexistência vizinha ao Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, e ao Parque Estadual do Delta do Jacuí. Trata-se de uma reserva ambiental formada por 30 ilhas e porções continentais com matas, banhados e campos inundados que abriga uma grande variedade de espécies. O Parque funciona como um filtro e esponja, regulando a vazão dos rios em épocas de cheias, protegendo a população da Grande Porto Alegre.

A obra esta dividida em três lotes. O lote 1 vai desde o km 0 (Sapucaia do Sul) até a BR-386, em Canoas (km 9,14). O lote 2 segue do km 9,14 ao 14,44 (5,30 km de extensão), e inclui um viaduto sobre a faixa de domínio da Transpetro, além de viaduto da Br-386, uma ponte sobre a vala externa do Dique Mathias Velho e a vala da Rua Curitiba, e um viaduto sobre a ferrovia concedida à ALL. O lote 3 inicia-se próximo da Bianchini (km 14,44) e segue até a Free Way (km 22,34


A Região Metropolitana de Porto Alegre é o terceiro pólo industrial mais importante do País, onde se concentra 40% do PIB do estado, responsável pela maior parte do escoamento da produção do Rio Grande do Sul. Mas sofre com constantes congestionamentos. Em 2005, foi assinada medida provisória alterando dispositivo do Plano Nacional de Viação, criando a Ligação BR-448/RS, subtrecho entre a BR-116/RS-118 e a BR-290/RS, como uma alternativa para amenizar o tráfego de veículos na região. O investimento global para execução das obras é R$ 824 milhões, com preços iniciais referentes a setembro de 2008 e recursos do governo federal.

Foram mais de 30 anos discutindo alternativas para o conflito do tráfego no trajeto por onde transitam 130 mil veículos por dia. Em 2000 surgiria o projeto do Polão, prevendo 41 km de novas rodovias, a duplicação da RS-118 e a recuperação das BR-116 e BR-386, com três praças de pedágio. A revisão do projeto deu origem à BR-448, concebida com recursos da União, que deverá absorver cerca de 40% do fluxo que passa pela BR-116. O empreendimento surge como alternativa para amenizar o intenso fluxo de veículos na BR‐116, principal ligação de Porto Alegre com os municípios da Região Metropolitana e com o Norte do estado.

São 22,34 km de extensão que ligam os municípios de Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas e Porto Alegre, formando um anel rodoviário que receberá grande parte do tráfego da Serra Gaúcha, Vale dos Sinos, Caí e Paranhana.

O apelido de Rodovia do Parque deve-se à coexistência vizinha ao Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, e ao Parque Estadual do Delta do Jacuí. Trata-se de uma reserva ambiental formada por 30 ilhas e porções continentais com matas, banhados e campos inundados que abriga uma grande variedade de espécies. O Parque funciona como um filtro e esponja, regulando a vazão dos rios em épocas de cheias, protegendo a população da Grande Porto Alegre.

A obra esta dividida em três lotes. O lote 1 vai desde o km 0 (Sapucaia do Sul) até a BR-386, em Canoas (km 9,14). O lote 2 segue do km 9,14 ao 14,44 (5,30 km de extensão), e inclui um viaduto sobre a faixa de domínio da Transpetro, além de viaduto da Br-386, uma ponte sobre a vala externa do Dique Mathias Velho e a vala da Rua Curitiba, e um viaduto sobre a ferrovia concedida à ALL. O lote 3 inicia-se próximo da Bianchini (km 14,44) e segue até a Free Way (km 22,34), em Porto Alegre.

A Rodovia possui uma forte característica de preservação ambiental, sendo implantada em área de lavoura de arroz, urbanização consolidada, área de proteção ambiental e no Parque do Delta do Jacuí. Terá passagens de fauna em túneis sob a rodovia e 4.500m serão em pontes, viadutos, elevados, passagens inferiores e vãos estaiados, grande parte destes construídos no Lote 3.

O traçado da estrada passa por trás do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, indo até a BR-386, trecho Tabaí. Ao todo serão indenizadas 149 propriedades, com 42 processos já formados e 599 reassentamentos.

Atualmente tem-se 11 km de rodovia em obras de 22,34 km contratados. No total, serão construídas 16 obras de arte, com destaque para a via elevada com 2,62 km e a ponte estaiada com 268m no Lote 3. Estão sendo realizados os serviços de terraplanagem, dentre os quais estão as valas de drenagem, colchões de solos inadequados.

O segmento que requer mais atenção está localizado na vila do dique em Canoas. O desenvolvimento da obra necessita que as famílias que ali residem sejam reassentadas. Para isto está sendo desenvolvido um programa social junto à Prefeitura de Canoas. Dentre as áreas que serão desapropriadas esta uma Central de Tradições Gaúchas.

No total serão desenvolvidos 21 programas para atender as demandas ambientais da obra, implementados pela supervisão ambiental – STE Engenharia. Dentre os projetos está o alargamento da Ponte do Rio Gravataí e intersecção da BR-386/RS com BR-116/RS, os viadutos de acesso Sapucaia do Sul, Unisinos em São Leopoldo, e do viaduto da Avenida Rincão em Novo Hamburgo, além de mais passarelas e melhorias operacionais, totalizando mais de R$ 200 milhões em novos investimentos.

O projeto considera a nova ponte sobre o Guaíba e o Estádio do Grêmio. As obras começaram ao mesmo tempo em todos os lotes. O trecho Arroio –Araçá será todo elevado, não atingindo o dique de Canoas. O projeto prevê somente o acesso municipal a Canoas. Obras complementares deverão incluir interferências, defensas e outros.

Além disso, o projeto inclui uma extensa lista de programas ambientais e sociais, que têm gestão e supervisão a cargo da STE – Serviços Técnicos de Engenharia. Os programas atendem um amplo escopo de atuações que vai do controle de resíduos até as ações sociais.

 

Ficha técnica
Obras de implantação e pavimentação da rodovia
Lote 1 – Consórcio Sultepa –TB
Lote 2 – Consórcio Construcap – Ferreira Guedes
Lote 3 – Consórcio Queiroz Galvão – OAS – Brasilia
Supervisão, Fiscalização e Acompanhamento das obras
Lote 1 – Magna Engenharia
Lote 2 – Ecoplan Engenharia
Gestão Ambiental – supervisão e gerenciamento ambiental
Serviço Técnico de Engenharia
Gerenciamento Rodoviário
Consórcio Enecon - STE

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