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16 de agosto de 2016
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Retrofit

Retrofit urbano

Buscando revitalizar o centro da capital baiana, o Governo do Estado está investindo R$ 124 milhões na melhoria de infraestrutura urbana em mais de 200 ruas da região, através do Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador. As obras são divididas em cinco lotes e começaram em julho do ano passado. Entre as regiões beneficiadas estão vias do Comércio e da Calçada, além dos bairros da Saúde, Barris, Tororó, Dois de Julho e Nazaré. O plano para o Centro Antigo de Salvador, que compreende 11 bairros e tem uma área total de 7 km2, inclui recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Executado pela Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas), da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o projeto prevê intervenções de acessibilidade, ciclofaixas, sinalização e novo sistema de drenagem. A ideia é valorizar um dos cartões postais da cidade de Salvador como uma forma de melhorar o acesso da região para o povo baiano, atrair turistas e investimentos para o Estado, como o Fera Palace Hotel.

Além do Palace Hotel, o grupo adquiriu 123 imóveis na região, onde pretende instalar restaurantes, galerias de arte, residências, lojas, farmácia etc. Para o investidor, “os hotéis provocarão um novo olhar sobre o turismo na cidade, atraindo gente do mundo todo, interessada em história e cultura, que não abre mão de se hospedar com sofisticação e conforto".

Recuperando áreas degradadas

O conceito de retrofit não se aplica tão somente a edifícios, mas pode ser estendido para grandes áreas, especialmente quando se aborda a questão da revitalização urbana. Exemplo disso é o grande projeto do Porto Maravilha, de resgate da degradada região portuária do Rio de Janeiro.

Nas edificações, o retrofit tem o sentido de renovação, onde se pressupõe uma intervenção integral, obrigando-se ao encontro de soluções nas fachadas, instalações elétricas e hidráulicas, circulação, elevadores, proteção contra incêndio e demais itens necessários ao uso do prédio. Já o retrofit urbano pode ser definido como a renovação urbana a partir da recuperação de áreas degradadas da cidade – aquelas mal utilizadas, abandonadas e/ou esvaziadas – apresentando a grande vantagem de criar novas urbanizações e gerar impactos sociais e econômicos positivos, bem c


Buscando revitalizar o centro da capital baiana, o Governo do Estado está investindo R$ 124 milhões na melhoria de infraestrutura urbana em mais de 200 ruas da região, através do Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador. As obras são divididas em cinco lotes e começaram em julho do ano passado. Entre as regiões beneficiadas estão vias do Comércio e da Calçada, além dos bairros da Saúde, Barris, Tororó, Dois de Julho e Nazaré. O plano para o Centro Antigo de Salvador, que compreende 11 bairros e tem uma área total de 7 km2, inclui recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Executado pela Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas), da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o projeto prevê intervenções de acessibilidade, ciclofaixas, sinalização e novo sistema de drenagem. A ideia é valorizar um dos cartões postais da cidade de Salvador como uma forma de melhorar o acesso da região para o povo baiano, atrair turistas e investimentos para o Estado, como o Fera Palace Hotel.

Além do Palace Hotel, o grupo adquiriu 123 imóveis na região, onde pretende instalar restaurantes, galerias de arte, residências, lojas, farmácia etc. Para o investidor, “os hotéis provocarão um novo olhar sobre o turismo na cidade, atraindo gente do mundo todo, interessada em história e cultura, que não abre mão de se hospedar com sofisticação e conforto".

Recuperando áreas degradadas

O conceito de retrofit não se aplica tão somente a edifícios, mas pode ser estendido para grandes áreas, especialmente quando se aborda a questão da revitalização urbana. Exemplo disso é o grande projeto do Porto Maravilha, de resgate da degradada região portuária do Rio de Janeiro.

Nas edificações, o retrofit tem o sentido de renovação, onde se pressupõe uma intervenção integral, obrigando-se ao encontro de soluções nas fachadas, instalações elétricas e hidráulicas, circulação, elevadores, proteção contra incêndio e demais itens necessários ao uso do prédio. Já o retrofit urbano pode ser definido como a renovação urbana a partir da recuperação de áreas degradadas da cidade – aquelas mal utilizadas, abandonadas e/ou esvaziadas – apresentando a grande vantagem de criar novas urbanizações e gerar impactos sociais e econômicos positivos, bem como sustentabilidade urbana.

Nos dois casos, o retrofit deve buscar a eficiência, pois é mais difícil do que iniciar uma obra nova, em função das limitações físicas da antiga estrutura. Entretanto, a redução do prazo e a adequação geográfica do imóvel ou da região certamente estimulam cada vez mais a adoção dessa prática.

O termo em Inglês nada mais é do que a popular “reforma”, mas com um sentido de customizar, adaptar e melhorar os equipamentos, conforto e possibilidades de uso de um antigo edifício ou região. Essa prática tem sido amplamente empregada com o sentido de renovação, de atualização, mas mantendo as características intrínsecas do bem “retrofitado”. Não se trata simplesmente de uma reconstrução, pois esta implicaria em uma simples restauração. Ao invés disto, busca-se o renascimento. No mundo da construção, a arte de retrofitar está aliada ao conceito de preservação da memória e da história.

A motivação principal é revitalizar antigos edifícios, aumentando sua vida útil através do uso de tecnologias avançadas em sistemas prediais e de materiais modernos, compatibilizando-os com as restrições urbanas e ocupacionais atuais, sem falar da preservação do patrimônio histórico, sobretudo o arquitetônico.

Na maior parte dos casos, o retrofit acaba saindo mais caro do que derrubar o antigo edifício e construir um novo, mas quando se trata de preservar o patrimônio histórico, o custo é deixado de lado. Mas nem sempre é assim -- um retrofit corretamente planejado, projetado e executado poderá manter o edifico constantemente atualizado, a despeito do desafio enfrentado, aumentando sua vida útil, diminuindo custos com manutenção e aumentando suas possibilidades de uso.

Por isto mesmo, o retrofit pode e deve buscar, com eficiência, dotar o edifício de atualidade tecnológica que possa traduzir-se em conforto, segurança e funcionalidade para o usuário, mantendo a viabilidade econômica para o investidor.

 

 

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