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10 de agosto de 2015
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Concreto Hoje

Centrais de concreto: mercado reticente, mas demandante

Volume de concreto usinado não deve reduzir no Brasil, diferentemente das vendas de centrais misturadoras e dosadoras, que devem sofrer queda significativa, na avaliação de fabricantes.

O Brasil produz cerca de 50 milhões de m³ de concreto usinado ao ano, volume atendido por um parque de cerca de 1,2 mil centrais dosadoras e misturadoras, sendo que estas primeiras ainda representam mais de 90% dos equipamentos comercializados. Fazendo uma conta simples, não são mais de 120 centrais misturadoras utilizadas no país hoje. Mesmo com a crise econômica, o volume de produção não deve cair significativamente, diferentemente do que acontece com as vendas de equipamentos, que, segundo a Schwing-Stetter, estão se  retraindo em relação ao crescimento dos últimos anos. Isso torna a competitividade ainda mais acirrada, principalmente entre os fabricantes de um contra o outro tipo de central de concreto.

Quem valida a informação negativa é Marcelo Antonelli Silva, diretor comercial da Zoomlion, segundo o qual as vendas de centrais de concreto não devem superar as 40 unidades neste ano, incluindo dosadoras e misturadoras.

Em termos de tecnologia, todavia, para os entrevistados nesta coluna o cenário não mudou significativamente e a preferência por trabalhar com concreto usinado em centrais dosadoras ainda ocorre por várias razões, sendo a principal delas a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), cobrado em cima do concreto produzido em centrais misturadoras. “Uma central dosadora não tem inclusão desse imposto porque só dosa os materiais, não tendo um processo produtivo de mistura”, resume o gerente comercial de equipamentos da Schwing Stetter, Luiz Polachini.

Antonelli, da Zoomlion, confirma que mais de 90% dos equipamentos vendidos no país ainda são dosadores. Mas ele considera que o índice deve mudar, em razão das diversas vantagens que as centrais misturadoras têm em relação às dosadoras. Antonelli acrescenta que a pesquisa e desenvolvimento dos componentes do concreto evoluíram, o que torna o percentual de dosagem/hora ainda mais relevante. Novamente, ponto para as misturadoras. “A grande diferença ocorrerá quando o mercado buscar e se decidir por usinas misturadoras, que têm maior capacidade de produção. Desse modo, todo o desenvolvimento dos agregados do concreto aparecerá de maneira significativa”, afirma.

Já a RCO ava


Volume de concreto usinado não deve reduzir no Brasil, diferentemente das vendas de centrais misturadoras e dosadoras, que devem sofrer queda significativa, na avaliação de fabricantes.

O Brasil produz cerca de 50 milhões de m³ de concreto usinado ao ano, volume atendido por um parque de cerca de 1,2 mil centrais dosadoras e misturadoras, sendo que estas primeiras ainda representam mais de 90% dos equipamentos comercializados. Fazendo uma conta simples, não são mais de 120 centrais misturadoras utilizadas no país hoje. Mesmo com a crise econômica, o volume de produção não deve cair significativamente, diferentemente do que acontece com as vendas de equipamentos, que, segundo a Schwing-Stetter, estão se  retraindo em relação ao crescimento dos últimos anos. Isso torna a competitividade ainda mais acirrada, principalmente entre os fabricantes de um contra o outro tipo de central de concreto.

Quem valida a informação negativa é Marcelo Antonelli Silva, diretor comercial da Zoomlion, segundo o qual as vendas de centrais de concreto não devem superar as 40 unidades neste ano, incluindo dosadoras e misturadoras.

Em termos de tecnologia, todavia, para os entrevistados nesta coluna o cenário não mudou significativamente e a preferência por trabalhar com concreto usinado em centrais dosadoras ainda ocorre por várias razões, sendo a principal delas a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), cobrado em cima do concreto produzido em centrais misturadoras. “Uma central dosadora não tem inclusão desse imposto porque só dosa os materiais, não tendo um processo produtivo de mistura”, resume o gerente comercial de equipamentos da Schwing Stetter, Luiz Polachini.

Antonelli, da Zoomlion, confirma que mais de 90% dos equipamentos vendidos no país ainda são dosadores. Mas ele considera que o índice deve mudar, em razão das diversas vantagens que as centrais misturadoras têm em relação às dosadoras. Antonelli acrescenta que a pesquisa e desenvolvimento dos componentes do concreto evoluíram, o que torna o percentual de dosagem/hora ainda mais relevante. Novamente, ponto para as misturadoras. “A grande diferença ocorrerá quando o mercado buscar e se decidir por usinas misturadoras, que têm maior capacidade de produção. Desse modo, todo o desenvolvimento dos agregados do concreto aparecerá de maneira significativa”, afirma.

Já a RCO avalia que somente fábricas de pré-moldados e grandes obras utilizam esse tipo de equipamento, como as obras das hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, sendo comum o uso de usinas dosadoras como apoio.

Polachini, da Schwing-Stetter – empresa que contabiliza ter cerca de 20% do market share de centrais misturadoras, mas não tem uma participação significativa no número de vendas de centrais dosadoras – também espera essa inversão de preferência e afirma que a aposta nas misturadoras é uma questão cultural da empresa alemã, disposta a trabalhar com tecnologias mais avançadas.

O executivo diz que o uso de misturadoras já vem crescendo nos canteiros de obras, que optam pela tecnologia quando avaliam questões de produtividade. “Esse equipamento dá mais controle para a produção do concreto, gerenciando a água, os aditivos e os agregados”, diz, completando que as misturadoras dosam, misturam e colocam o material pronto dentro do balão do caminhão betoneira, diferente das usinas dosadoras, que só fazem a primeira parte a as betoneiras ficam encarregadas de completar a mistura.

Antonelli, da Zoomlion, vai além ao pontuar que não só a produtividade é importante, mas também a eficiência das misturadoras sobre as dosadoras. “Todas as centrais comercializadas na China são misturadoras, enquanto nos Estados Unidos e Europa esse percentual é menor, sendo utilizadas usinas dosadoras mais modernas e com sistemas de controle de emissão de particulados, em equipamentos que têm o mesmo custo de aquisição de uma misturadora, mas com menor valor agregado”, diz.

Faixas de concreto

Se o Brasil produz 50 milhões de m³ de concreto ao ano, deve-se questionar quais são as faixas de produção mais consumidas. Pela dimensão do país, possuindo uma área rural grande e importantes metrópoles, Polachini diz que os equipamentos entre 60 e 100 metros cúbicos de produção horária são os mais utilizados. “Existe um mercado de interior, onde uma central de 60 m³/h atende muito bem. Mas também há grandes centros, como São Paulo, com produção de 100 m³/h, que é a necessidade local”.

Antonelli diz que a linha de centrais dosadoras da Zoomlion vai desde o modelo tow-go de 40 m³/h, mais simples, até os equipamentos com cinco caixas e produção nominal de 80 m³/h. Já as centrais misturadoras possuem uma escala maior, partindo do modelo com capacidade de 45 m³/h até o de 540m³/h.

A RCO divide a linha de centrais dosadoras em três modelos: rasga saco, com produção de 30 m³/h, tow-go com 40 m³/h e os equipamentos conhecidos como P4, com produção de 80 a 120 m³/h.

Centrais móveis

Os modelos móveis (puxados por caminhão) se popularizaram nos últimos anos devido à vantagem de mobilização para que produzam diretamente nos canteiros de obras. Segundo Polachini, há demanda do mercado por esse tipo de equipamento em obras de curta duração, como em projetos de energia eólica, onde, em quatro meses, se produz até 21 mil m³ de concreto.

Nesses casos, é necessário prever o tempo de montagem do equipamento. A Zoomlon, por exemplo, possui modelos com montagem sobre chassi em até quatro horas, em equipamentos que produzem de 30 a 80 m³/h. Para instalação rápida em canteiros, Antonelli cita centrais com faixas de 60 a 540 m³/h.

Em termos de centrais dosadoras móveis, a RCO destaca o modelo Nomad, com produção de 40 m³/h e montagem em até sete horas. Segundo a fabricante, o equipamento vem pré-montado de fábrica, com fiação elétrica e tubulação pneumática e hidráulica, precisando apenas de solo compactado para a instalação.

Tecnologia de agregados

A comparação entre os tipos de centrais de concreto também ocorre quanto há produção de misturas diferentes, como as que levam areia artificial, o que exige, teoricamente, mais aditivos. Polachini, de imediato, desmistifica essa questão em particular e é categórico ao afirmar que a “areia artificial é só mais um dos produtos misturados no equipamento”.

No caso dos equipamentos da RCO, a empresa explica que centrais de grande porte possuem quatro caixas de agregados individuais, onde o operador escolhe o traço desejado, devendo utilizar os quatro materiais, e o sistema responde com a dosagem. No caso de centrais do tipo “tow-go”, que possuem apenas uma caixa, a versatilidade é ainda maior, pois o operador pode abastecer a central com qualquer material e fabricar qualquer tipo de concreto.

 

 

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