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17 de novembro de 2010
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Green Building

Anexo para o Hospital Albert Einstein obedece a padrões de sustentabilidade

O novo pavilhão Vicky e Joseph Safra, da Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein, construído pela construtora Racional seguindo os padrões de sustentabilidade mundiais, já conta com a certificação Leed Gold – criada pela U.S. Green Building Council (USGBC) e verificada no Brasil pelo instituto Green Building Certification Institute (GBCI). Com 10 andares e cerca de 70 mil m², a obra foi realizada seguindo os preceitos da avaliação do LEED - Leadership in Energy and Environmental Design. O anexo constitui-se em um dos maiores edifícios do mundo voltado para a assistência à saúde implantado de maneira sustentável.

Segundo Claudio Luiz Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, o sucesso na certificação só foi possível porque o HIAE optou pela certificação desde a concepção do projeto. “Nossa preocupação com a sociedade é colocada em prática com iniciativas sustentáveis como esta, sejam na área da saúde, da responsabilidade social ou do meio ambiente”, diz.

A obra incluiu itens diferenciados, com destaque para o piso drenante na calçada para absorção da água da chuva, a fachada ventilada e os vidros de alto desempenho, que permitem economia de energia ao possibilitar menor uso de ar condicionado, assim como sistemas de controle de temperatura. Um dos requisitos principais do projeto foi o uso de materiais reciclados ou recicláveis, como o emprego de madeira somente certificada, luminárias de alto desempenho, e produtos com baixo COV (Composto Orgânico Volátil). Os pontos de recebimento do ar condicionado, por sua vez, são protegidos para evitar o acúmulo de poeira garantindo a qualidade do ar e diminuindo custos de limpeza.

Expertise ambiental
Por se tratar de um edifício hospitalar, o projeto representou um desafio adicional, explica Antonio Carlos Cascão, diretor de Obras de Infraestrutura da instituição: “O programa hospitalar apresenta desafios adicionais para a certificação LEED, pois os requisitos técnicos e de segurança são bastante restritivos e a demanda por água e energia, superiores às de outros programas, como escritórios e escolas”.

Além do correto planejamento e bom projeto, o processo de certificação impõe requisitos a serem seguidos durante o processo de construção. “Além das práticas de sustentabilidade já adotadas em todas as obras da Racional, o processo


O novo pavilhão Vicky e Joseph Safra, da Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein, construído pela construtora Racional seguindo os padrões de sustentabilidade mundiais, já conta com a certificação Leed Gold – criada pela U.S. Green Building Council (USGBC) e verificada no Brasil pelo instituto Green Building Certification Institute (GBCI). Com 10 andares e cerca de 70 mil m², a obra foi realizada seguindo os preceitos da avaliação do LEED - Leadership in Energy and Environmental Design. O anexo constitui-se em um dos maiores edifícios do mundo voltado para a assistência à saúde implantado de maneira sustentável.

Segundo Claudio Luiz Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, o sucesso na certificação só foi possível porque o HIAE optou pela certificação desde a concepção do projeto. “Nossa preocupação com a sociedade é colocada em prática com iniciativas sustentáveis como esta, sejam na área da saúde, da responsabilidade social ou do meio ambiente”, diz.

A obra incluiu itens diferenciados, com destaque para o piso drenante na calçada para absorção da água da chuva, a fachada ventilada e os vidros de alto desempenho, que permitem economia de energia ao possibilitar menor uso de ar condicionado, assim como sistemas de controle de temperatura. Um dos requisitos principais do projeto foi o uso de materiais reciclados ou recicláveis, como o emprego de madeira somente certificada, luminárias de alto desempenho, e produtos com baixo COV (Composto Orgânico Volátil). Os pontos de recebimento do ar condicionado, por sua vez, são protegidos para evitar o acúmulo de poeira garantindo a qualidade do ar e diminuindo custos de limpeza.

Expertise ambiental
Por se tratar de um edifício hospitalar, o projeto representou um desafio adicional, explica Antonio Carlos Cascão, diretor de Obras de Infraestrutura da instituição: “O programa hospitalar apresenta desafios adicionais para a certificação LEED, pois os requisitos técnicos e de segurança são bastante restritivos e a demanda por água e energia, superiores às de outros programas, como escritórios e escolas”.

Além do correto planejamento e bom projeto, o processo de certificação impõe requisitos a serem seguidos durante o processo de construção. “Além das práticas de sustentabilidade já adotadas em todas as obras da Racional, o processo de certificação LEED do Einstein consolidou nossa vocação em construções inovadoras e ambientalmente responsáveis” afirma Pérsio Villa, diretor executivo da Racional Engenharia.

A construtora realizou o principal escopo de serviços, como contenções, escavação, fundação, estrutura de concreto moldada in loco, instalações elétricas, instalações hidráulicas e de combate a incêndio, ar condicionado, fachadas, acabamentos em geral e paisagismo. Segundo Argeo Costa, gerente sênior da Racional, os principais itens numa obra que atende os princípios da sustentabilidade dizem respeito ao controle da erosão, sedimentação de recursos hídricos e geração de partículas e poeira, fatores que geram incômodos à vizinhança e risco para os operários.

A estratégia da Racional é aplicar o seu plano de gerenciamento de qualidade do ar interno durante a construção e na fase de pré-ocupação. Também são adotados procedimentos para reduzir a poluição interna resultante do processo de construção, com a finalidade de dar conforto aos funcionários da obra e aos ocupantes do empreendimento, evitando ou reduzindo a quantidade de ar contaminado na obra.

Durante a obra, a construtora utilizou métodos de controle de veículos – lava rodas, lava botas, cobertura da terra retirada com lona, dique de filtragem de água proveniente da obra antes de ir para a rede pública, limpeza permanente do entorno da obra com borrifação da água para não propagação de poeira – evitando a saída de solo da obra para a rua.

Outra ação é diz respeito ao volume de entulho, questão na qual a Racional já tem longo aprendizado de separação e reciclagem. O programa da empresa contempla uso de sobra de blocos para posterior trituração e reaproveitamento. Além disso, a construtora se preocupa em induzir a utilização de materiais de conteúdo reciclado, a fim de diminuir o impacto dessas atividades sobre recursos naturais.

Segundo o engenheiro Costa, a comunicação é fundamental para a contínua participação dos colaboradores da obra. Por isso, para a reciclagem de lixo, baias e coletores seletivos são espalhados em pontos estratégicos, acompanhados de placas educativas.

A Racional adota como prática a utilização de materiais regionais no empreendimento de forma a diminuir o impacto no meio ambiente gerado pelo transporte dos mesmos. E uma das metas de seu programa de sustentabilidade é a utilização de no mínimo 50% de materiais que utilizem madeira proveniente de florestas com certificação FSC (Forest Stewardship Councils).

Em 39 anos de atividades no Brasil, a Racional participou de mais de 550 obras, superando a marca de 7 milhões de metros quadrados construídos. Está é a segunda obra conduzida pela Racional a ser reconhecida pelo USGBC com o certificado LEED. No momento, há mais cinco obras da construtora em processo de certificação.

Selo de Eficiência Energética
O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) encerrou a consulta pública em 13 de novembro para os Requisito de Avaliação da Conformidade (RAC) de eficiência energética em edificações residenciais. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, 22,1% de toda energia consumida no país é feita por edificações de caráter residencial. Além das construtoras, os proprietários poderão solicitar a etiqueta de eficiência energética individualmente para seu apartamento, para construções já existentes. O regulamento final, de caráter voluntário, será publicado até dezembro.

Parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) foi criada para incentivar a elaboração de projetos que aproveitem ao máximo as propriedades de sua envoltória e a capacidade de iluminação e ventilação natural das construções, levando a um consumo menor de energia elétrica. A forma de evidenciar a eficiência energética será a mesma que o PBE já utiliza para os aparelhos domésticos, mas com critérios diferentes.

No caso dos edifícios residenciais, serão avaliadas as principais fontes de consumo nas unidades habitacionais autônomas (apartamentos) e nas áreas de uso comum (corredores, garagem, etc.). O nível de eficiência correspondente a cada apartamento e à área comum será expresso através da ENCE, com graduações de A a E, sendo A a mais eficiente. A edificação que tiver todas as suas unidades habitacionais autônomas etiquetadas fará jus a uma etiqueta correspondente a todas as suas unidades habitacionais. Essa é a etiqueta correspondente à Edificação Residencial Multifamiliar (condomínio).

Serão levados em consideração diferentes critérios para quantificar o nível de eficiência atingido pelas unidades habitacionais (apartamentos) e pelas áreas comuns dos edifícios. Para a unidade habitacional autônoma, serão avaliados a envoltória de inverno, envoltória de verão – que compreendem as características físicas da fachada, da cobertura e das aberturas existentes na edificação – e o sistema de aquecimento de água (sendo mais valorizados os sistemas baseados em energia solar, gás ou bomba de calor). Para as áreas de uso comum será avaliada a eficiência dos sistemas de elevadores, bombas e iluminação em geral.

“Apesar de voluntária, a expectativa é que em poucos anos muitos proprietários solicitem a etiquetagem, assim como as construtoras em seus lançamentos, já que há um ganho muito grande em consumo de energia, refletindo uma economia para o consumidor e benefícios ao meio ambiente. Além disso, acreditamos que haverá uma maior valorização na venda desses imóveis, uma vez que, segundo pesquisa realizada esse ano, pela Associação Cândido Mendes, a ENCE é um fator de decisão de compra para 78% dos consumidores brasileiros”, ressaltou Márcio Damasceno, integrante da equipe técnica do Programa.

Assim como os eletrodomésticos, as etiquetas poderão ser solicitadas por construtoras, ainda na fase inicial do projeto, ou por prédios que já foram construídos e que queiram se adaptar ao programa. Os imóveis que receberem “A” nos quesitos avaliados ganharão o selo Procel Edifica.

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