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04 de outubro de 2013
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Sobratema 25 anos

Obras emblemáticas no Brasil de ontem e de hoje

Das usinas nucleares para o submarino nuclear Talvez a principal obra no Brasil nos anos de 1980, pelo espectro tecnológico que representou, a implantação das usinas de Angra I e Angra II foi um marco na história construtiva do Brasil. Os atrasos e as dificuldades enfrentadas levaram o país a buscar o desenvolvimento de tecnologia própria de beneficiamento do urânio – que se tornaria um dos principais pilares para o programa do Submarino Nuclear, que começou a sair do papel já nesta década vigente.  Vinte anos depois, o Prosub – Programa de Desenvolvimento do Submarino Nuclear, a cargo da Marinha Mercante, é um dos filhotes do Programa Nuclear Brasileiro. Erguido no município de Itaguaí, no Rio de Janeiro, o complexo inclui a instalação de uma base naval e um estaleiro em Itaguaí (RJ), além de uma Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), base para a montagem e construção dos submarinos. O projeto prevê transferência de tecnologia da DCNS (Direction des Constructions Navales et Services) para a Marinha e a operação da ICN (Itaguaí Construções Navais), associação entre Odebrecht e DCNS, para a montagem dos submarinos. O projeto emprega desde equipamentos de grande porte, como modernos sistemas de desenvolvimento de projetos e ferramentas de gestão da obra e de logística de materiais, tendência que deve se estabelecer nas obras brasileiras de alta performance daqui para frente.  O primeiro submarino da nova frota convencional brasileira entra em operação em 2017. Nos três anos seguintes, outros três estarão em atividade. A entrada em operação do primeiro submarino nuclear está prevista para 2025.

Túnel do tempo

As obras do metrô, das décadas 1970 e 1980, em São Paulo foram um dos principais focos de aperfeiçoamento e difusão de tecnologias – que inclui o método Vala a Céu Aberto (Cut and Cover), o NATM (New Austrian Tunnelling Method), o uso das tuneladoras (tatuzões), e os elementos modulados e pré-moldados de grandes dimensões.

Apesar do vácuo nos investimentos por quase 20 anos, o país procura acelerar os empreendimentos na área, contando principalmente com o emprego dos equipamentos de ponta. É o que vem ocorrendo nesta década, com a aquisição dos shields que estão deixando de ser tabu: depois dos anos 1970, o primeiro megatatuzão foi utilizado na Linha 4 do Metrô de São Paulo (SP), que entrou em operação em maio de 2010; no Rio de Janeiro (RJ), a construção da Linha 4 do Metrô conta com um shield com diâmetro de 11,46 metros, 120 m de comprimento e 2 mil toneladas. As obras de expansão da Linha 5 Lilás, em São Paulo (SP), utilizarão três shields ao mesmo tempo e o de Fortaleza (CE) contará com quatro equipamentos - as duas primeiras tuneladoras já chegaram e as duas outras devem chegar ao Ceará até o final do ano.