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09 de junho de 2011
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Especial do Aço na Construção

Fórum do Meio Ambiente

Foi inaugurado em abril, no Distrito Federal, o Fórum Desembargador Joaquim de Souza Neto, com 6.300 m², também chamado de Fórum Verde Projeto por abrigar, além das oito varas de Fazenda Pública, a primeira Vara do Meio Ambiente do país. A obra teve projeto da Zanettini Arquitetura, em coautoria com a arquiteta Sandra Henriques, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).  Construído pela Caenge, é o primeiro empreendimento público do Distrito Federal a atender as premissas para requerimento de certificação do Green Building Council (LEED). O projeto destaca-se pelo conceito de estruturas metálicas aparentes, confeccionadas em perfis laminados de abas paralelas no aço ASTM a 572 Grau 50, com tensão de escoamento f y = 345 Mpa, fornecido no Brasil exclusivamente pela Gerdau/Açominas.

Com uma identidade arquitetônica própria, o projeto visou atender aos demais requisitos do Plano Urbanístico de Brasília, envolvendo profissionais multidisciplinares. A edificação aproveitou a iluminação natural e a ventilação cruzada para todos os ambientes, o que garantiu a redução do uso de iluminação artificial e do ar-condicionado, resultando em economia de energia. A leve rotação do edifício dentro do terreno permitiu a criação de floreiras em todos os pavimentos, humanizando o ambiente de trabalho e auxiliando na proteção solar e na melhoria da qualidade do ar.

O Fórum possui ainda cobertura ajardinada, o que reduz a carga térmica do edifício, além de uma estação compacta de tratamento de efluentes, a captação de águas pluviais; e o reuso de águas pluviais e cinzas para fins não potáveis, como descarga, lavagem de pisos e irrigação de jardins. Também foram usados metais e sanitários que permitem economia no consumo de água. Segundo a Caenge, a construção buscou atender aos critérios para a certificação LEED nas diversas etapas da construção. Para isso, os engenheiros da construtora se preocuparam em racionalizar os sistemas construtivos, o que possibilitou a redução de desperdícios e impactos na vizinhança. “Ao todo, foram aplicados 20% de materiais reciclados na obra e 40% de materiais regionais, produzidos em um raio de 800 km de distância do local. Também utilizamos a gestão sustentável de resíduos, garantindo que 75% dos resíduos gerados fossem reaproveitados ou reciclados”, destaca Marco Aurélio B.G, da Caenge Ambiental.

“Nosso desafio não foi só viabilizar a máxima redução dos impactos ambientais na fase de construção, mas também possibilitar que ganhos efetivos fossem alcançados durante o uso futuro do edifício, seja por meio da maior eficiência energética do edifício e seus sistemas, seja pelo conforto ambiental nas dependências internas, o que permitirá que os usuários tenham um melhor desempenho em suas atividades cotidianas. Com o know how adquirido durante a execução desta obra, a empresa inaugura uma nova fase para os seus empreendimentos futuros”, completa Marco Aurélio.