FECHAR
09 de junho de 2011
Voltar
Especial do Aço na Construção

Espigão em aço, concreto e vidro no centro antigo do Rio de Janeiro

No coração tradicional do Rio de Janeiro, está surgindo um espigão vidro-metálico, investimento de mais de R$ 500 milhões, que prenuncia as fortes mudanças previstas para a cidade até os Jogos Olímpicos em 2016. O Centro Empresarial Senado (CES), projeto do escritório Edo Rocha, paisagismo de Burle Marx, é um empreendimento da construtora W.Torre. A empresa leva para o Rio de Janeiro o modelo empresarial que a alavancou em São Paulo: construções com alta tecnologia projetadas para locação. No caso, a inquilina será a Petrobras, por um período de 18 anos, que centralizará no local diversas áreas operacionais hoje dispersas por vários endereços pela cidade.

O projeto foi concebido dentro do padrão triple A, com sistemas tecnológicos de controle predial que garantem economia de manutenção, assim como atendem à certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pelo USGBG. O complexo constitui-se de dois blocos principais, formados por dois edifícios de 21 e 16 andares, com lajes de 2.900 m² cada torre, e interligadas por subsolo comum. Inclui dois auditórios, além de 1.705 vagas para automóveis, distribuídas em cinco subsolos, num dos locais mais saturados da cidade.

A preocupação sustentável é uma das marcas do projeto que prevê sistema de ar condicionado mais eficiente, insuflado pelo piso. A busca pela eficiência energética também aparece em dispositivos economizadores e de reutilização de água, central de ar de alto desempenho, sistemas de supervisão e controle predial automatizados, além de equipamentos dotados de grande eficiência energética.

A construtora já detinha o terreno em seu estoque, quando entrou na concorrência promovida pela estatal. O seu know-how em desenvolver projetos de galpões industriais e edifícios para locação (built to suit), segmento em que deslanchou principalmente em São Paulo,  fez a diferença nessa concorrência. Mesmo assim, e com a poderosa parceria da Petrobras, a construção de empreendimento de tal porte em área central e tradicional do Rio de Janeiro enfrentou dificuldades. Após os trabalhos de terraplanagem, surgiram problemas em edificações vizinhas e muito antigas, levando a medidas de reparo e  compensações, negociadas com o poder público. Com área construída de 185.463,32 m², o Centro Empresarial Senado será o maior complexo empresarial construído na América Latina, ladeado por edifícios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN),  casarões coloniais em ruínas, uma igreja e um edifício público de mais de 100 anos.