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09 de junho de 2011
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Especial do Aço na Construção

Aço assume papel de destaque no projeto de ampliação do Cenpes

Usando o aço como elemento de destaque, o projeto de ampliação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) da Petrobras, localizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, é um dos maiores complexos voltados para pesquisa aplicada do mundo.  A cargo da Zanettini Arquitetura, o projeto de ampliação buscou ampliar o Centro, dos 122 mil m²  originais, para 305 mil m². O Centro ganhou capacidade para 227 laboratórios, com enfoque para as áreas petrolíferas, biotecnológica e de meio ambiente. O complexo está dividido em 23 prédios projetados dentro dos conceitos de ecoeficiência, incluindo sistemas de captação, tratamento e reuso da água de forma automatizada, bem como o máximo aproveitamento da iluminação e da ventilação natural.

O Núcleo de Visualização Colaborativo (NVC) é um dos ambientes criados para desenvolvimento de estudos, projetos e pesquisas com simulação tridimensional. O projeto inclui um amplo Centro de Convenções, com capacidade para a realização de grandes eventos. O empreendimento, do arquiteto Siegbert Zanettini, prevê a harmonização da área construída com espaços verdes entre as edificações, laboratórios e jardins internos nos prédios, para estimular a integração do ser humano com a natureza no local de trabalho ao recriar um ambiente que favoreça a criatividade e inovação, motivando a produtividade do pesquisador.

O projeto arquitetônico privilegiou o maior aproveitamento possível de áreas de sombra e ventilação, para menor consumo de energia elétrica e de carga de ar condicionado. No teto, aberturas translúcidas e venezianas direcionais em cada dependência, com inclinação calculada, permitem a captação da  luz solar e ventilação natural. Quando alcançado o nível ideal de iluminação natural internamente, apagam-se automaticamente as luzes artificiais, mantendo-se o mesmo padrão de claridade. A geração energética é 40% independe contando com uma usina de cogeração de energia a gás natural, cuja capacidade final será de 15 megawatts.

A água da chuva recolhida dos telhados e da pavimentação será reaproveitada. E o esgoto passa por um tratamento físico-químico, resultando em um aproveitamento da água tratada na proporção de 100%, que reduz para cerca de 40% a utilização do sistema público de águas. A água tratada é reaproveitada no sistema de refrigeração da Cen


Usando o aço como elemento de destaque, o projeto de ampliação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) da Petrobras, localizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, é um dos maiores complexos voltados para pesquisa aplicada do mundo.  A cargo da Zanettini Arquitetura, o projeto de ampliação buscou ampliar o Centro, dos 122 mil m²  originais, para 305 mil m². O Centro ganhou capacidade para 227 laboratórios, com enfoque para as áreas petrolíferas, biotecnológica e de meio ambiente. O complexo está dividido em 23 prédios projetados dentro dos conceitos de ecoeficiência, incluindo sistemas de captação, tratamento e reuso da água de forma automatizada, bem como o máximo aproveitamento da iluminação e da ventilação natural.

O Núcleo de Visualização Colaborativo (NVC) é um dos ambientes criados para desenvolvimento de estudos, projetos e pesquisas com simulação tridimensional. O projeto inclui um amplo Centro de Convenções, com capacidade para a realização de grandes eventos. O empreendimento, do arquiteto Siegbert Zanettini, prevê a harmonização da área construída com espaços verdes entre as edificações, laboratórios e jardins internos nos prédios, para estimular a integração do ser humano com a natureza no local de trabalho ao recriar um ambiente que favoreça a criatividade e inovação, motivando a produtividade do pesquisador.

O projeto arquitetônico privilegiou o maior aproveitamento possível de áreas de sombra e ventilação, para menor consumo de energia elétrica e de carga de ar condicionado. No teto, aberturas translúcidas e venezianas direcionais em cada dependência, com inclinação calculada, permitem a captação da  luz solar e ventilação natural. Quando alcançado o nível ideal de iluminação natural internamente, apagam-se automaticamente as luzes artificiais, mantendo-se o mesmo padrão de claridade. A geração energética é 40% independe contando com uma usina de cogeração de energia a gás natural, cuja capacidade final será de 15 megawatts.

A água da chuva recolhida dos telhados e da pavimentação será reaproveitada. E o esgoto passa por um tratamento físico-químico, resultando em um aproveitamento da água tratada na proporção de 100%, que reduz para cerca de 40% a utilização do sistema público de águas. A água tratada é reaproveitada no sistema de refrigeração da Central de Utilidades e a água da chuva reaproveitada para irrigação e sanitários. As estruturas foram projetadas para não produzirem resíduos: são de aço e com sistemas modulares previamente programados para não haver cortes e descartes.

A predominância do aço traz vantagens no que diz respeito às questões de impacto ambiental global das construções. Isto porque o tempo superior de vida útil da estrutura de aço, em comparação às soluções alternativas, somado às possibilidades de reutilização e reciclagem, minimiza o impacto ambiental de sua energia incorporada. As vedações das edificações, os painéis pré-moldados de concreto com fechamento externo, os painéis duplos de drywall com manta sintética interna nas vedações internas e as coberturas protegidas por placas sanduíche de alumínio pré-pintado em cores claras, preenchidas com material de proteção térmica, foram especificados com base em seu desempenho térmico e sua compatibilidade com o sistema estrutural. Os ganhos no conforto interno e na economia de energia pela redução do uso de ar condicionado são mais uma vantagem ambiental proporcionada pela conjugação destes materiais.