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07 de outubro de 2014
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Máquinas e Equipamentos

Expectativas para o mercado off road

Vice-presidente da Sobratema, Paulo Oscar Auler Neto evidenciou questões relacionadas à sustentabilidade, pós-venda, treinamento, produtividade e integração de dados e sistemas para caminhões pesados

No dia 11 de setembro, foi realizado em Sete Lagoas (MG), o 6º Fórum SAE Brasil de Off Road, com a participação de especialistas, executivos de montadoras de caminhões, de fabricantes de autopeças e de sistemas, a fim de debater inovações para o mercado de veículos pesados e trazer uma visão econômica do setor. O evento, promovido pela Seção Minas Gerais da SAE BRASIL, contou com a presença de mais de 100 participantes, entre empresários e profissionais da cadeia produtiva, de clientes e de estudantes de engenharia.

Paulo Oscar Auler Neto, vice-presidente da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, participou do o debate “Visão do Desenvolvimento de Produtos para o Mercado Off Road, com Peculiaridades das Aplicações e Detalhes do que os Clientes Esperam do Futuro”, juntamente com João Herrmann, gerente de Marketing do Produto da MAN Latin America, e Marluz Cariani, gerente de Vendas das Grandes Contas Off Road da Iveco. A mediação ficou a cargo de Renato Mastrobuono, diretor de Seções Regionais da SAE BRASIL.

Em sua apresentação Auler Neto propôs o conceito de “Super Máquina”, para suprir as expectativas e necessidades dos usuários de veículos pesados. “Esse conceito nada mais é do que o desejo dos usuários em serem atendidos pelos fabricantes com um equipamento que reúna a maior tecnologia disponível no mercado, oferecendo produtividade, segurança, confiabilidade, conforto, baixos custos operacionais e sem deixar de lado os princípios da sustentabilidade”, explicou.

Em termos dos fundamentos de responsabilidade ambiental, Auler Neto ponderou que as questões ligadas ao assunto estão cada vez mais contundentes e, por esse motivo, observa-se o desenvolvimento de tecnologias e soluções inovadoras para serem ofertadas aos clientes. Um exemplo citado por ele em sua palestra foi a realização de trocas de óleo por demanda e não mais por tempo, quilômetro ou mesmo horas trabalhadas. “Para isso ocorrer, o equipamento deve analisar a severidade da operação, cruzando parâmetros como consumo de combustível, horas trabalhadas, tempo transcorrido, torque aplicado, temperatura, entre outros e, dessa forma, prescrever eletronicamente as trocas de óleos no momento adequado, extraindo o máximo dos lubrificantes e reduzindo o impacto ambiental seja pelo consumo de nova carga de óleos ou pelo descarte do óleo usado”, detalhou.