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07 de outubro de 2014
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Análise Setorial

Encarando desafios estratégicos

Representantes da cadeia da construção reunidos na Fiesp analisam os principais gargalos e apontam soluções para superar a baixa produtividade do setor

Cinco questões, de ordem estrutural, constituem os principais gargalos que impedem o desenvolvimento pleno o setor de máquinas e equipamentos para construção no Brasil, comprometendo a competitividade das empresas que atuam no setor e impedindo que toda a cadeia da construção atinja sua capacidade plena de produção e importância na economia na economia do País. São elas a carência de mão de obra qualificada; barreiras físicas e tributárias; falta de planejamento nos canteiros de obras; inadequação das alternativas de investimentos para o setor; e problemas no pós-venda.

Essa foi a avaliação apresentada pelo engenheiro Afonso Mamede, presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), durante a reunião do Grupo de Trabalho de Responsabilidade com o Investimento do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ocorrida em 21 de julho. Segundo Mamede, outras questões igualmente importantes geram impactos negativos sobre o setor, tais como a lentidão nas liberações dos projetos, por parte do governo, o que paralisa as obras. “É preciso maior previsibilidade na liberação dos recursos e mais rapidez na resolução de questões jurídicas e ambientais. Já pelo lado das construtoras e empreiteiras, é necessário evoluir na análise prévia de riscos de projetos e no cumprimento de prazos, além de constituir uma visão de longo prazo”, afirmou.

O Deconcic, criado pela Fiesp, tem o objetivo de reunir representantes da iniciativa privada e do governo para desenvolver ações que visem disciplinar a contratação de obras, a aplicação de recursos e a compra de materiais e equipamentos, destravando interferências. As questões levantadas e os diagnósticos elaborados durante as reuniões do Grupo de Trabalho geram propostas a serem apresentadas no 11º Construbusiness, congresso do setor realizado a cada dois anos pela Fiesp, com o objetivo de formalizar metas para o desenvolvimento e competitividade da cadeia da construção.

Sobre a questão da mão de obra para o setor, Afonso Mamede, destacou a falta de qualificação, que interfere na segurança e na qualidade das obras, ocasionando ainda baixa produtividade e elevado nível de desperdício. Ele alerta que é preciso investir na certificação da mão de obra por órgãos profissionais qualificados e independentes, como forma de superar esse gargalo.