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23 de novembro de 2013
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Enquete Online

Concessões rodoviárias: Os caminhos que ainda temos de percorrer

Acompanhe as opiniões dos nossos leitores a partir de enquetes realizadas no site da GC:

A despeito de todos os esforços do governo federal, que vem dirigindo grandes volumes de recursos para minorar a histórica situação calamitosa da infraestrutura nacional, ainda há muito que se fazer, notadamente, no que diz respeito aos nossos sistemas de transportes.

O caminho a percorrer, segundo o senador Clésio Andrade, presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), passa necessariamente por enfrentar a nossa falta de capacidade gerencial. Ele explica que o governo lança planos e mais planos sem ao menos concluí-los. “Sequer conseguimos executar as previsões orçamentárias anuais”, diz.

Para Clésio Andrade, “a grande crise no Brasil é a falta de gestão, perpetuada por décadas e por diversos governos. Há muito, o poder público não faz planejamento. Isso dificulta uma visão sistêmica a respeito dos grandes problemas e das melhores soluções”.

A falta de planejamento é refletida, especialmente, no que se refere à infraestrutura de transporte. Para o presidente da CNT, “a ausência do olhar sistêmico explica a falta de integração entre os modais e o desequilíbrio em nossa matriz de transporte”.

Os recursos públicos, bem planejados, seriam em sua maior parte destinados à manutenção da infraestrutura. Como não há planejamento, Andrade estima que sejam necessários investimentos da ordem de R$ 800 bilhões para a construção de uma infraestrutura adequada às necessidades econômicas e sociais do país, dos quais cerca de R$ 200 bilhões apenas para a mobilidade urbana nas grandes regiões metropolitanas. Entretanto, segundo ele, “por causa de dificuldades gerenciais, não se consegue investir nem os R$ 20 bilhões anuais do orçamento do Ministério dos Transportes”.

A pesquisa sobre a concessão de rodovias no Brasil, proposta por este site, mostra que algumas questões são recorrentes sobre o tema. Uma delas destaca que a péssima situação das estradas contribui para o encarecimento da sua recuperação e a outra, obviamente ligada a esta, diz respeito à cobrança de pedágio na malha rodoviária brasileira.

Tanto assim que 66% das respostas à enquete sugerida afirmam que o péssimo estado das rodovias é que dificulta, encarecendo, a sua recuperação. Os leitores também acreditam (34% dos que responderam à enquete) que outro problema é o baixo tráfego para cobrança de pedágio. A instabilidade jurídica e política nacional, para 67% dos leitores, são tidas como um importante desestímulo para que a empresas participem das licitações para a concessão de rodovias.