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04 de outubro de 2013
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Matéria de Capa - Portos

Complexo Industrial celebra avanços em 2012

Mola propulsora do desenvolvimento econômico do estado de Pernambuco, o Complexo de Suape já possui mais de cem empresas em operação e outras 50 em implantação. Nos últimos meses, grandes empreendimentos deram início às suas produções, consolidando ainda mais o sucesso do projeto. Foi o caso do Estaleiro STX Promar, inaugurado ao final de novembro do ano passado, mas que iniciou a produção em junho deste ano. Este é o segundo estaleiro viabilizado pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) em Pernambuco, e já nasce com uma carteira de encomendas de oito navios gaseiros, encomendados pela Transpetro, a um custo total de R$ 917 milhões.

De acordo com o presidente do STX OSV Promar, Miro Arantes, o empreendimento exigiu investimentos da ordem de R$ 300 milhões e tem capacidade de processamento de 20 mil toneladas de aço por ano.

Os oito navios encomendados serão usados para o transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). São dois navios com 12 m² de capacidade, quatro com 7 mil m³ e dois com 4 mil m³. O primeiro navio construído pelo STX Promar será entregue a Transpetro para início de operações em 2014.

Outro marco importante para o complexo foi a inauguração da fábrica de pré-fabricados de concreto da PDI – Pernambuco Desenvolvimento Industrial. A empresa do Grupo Pernambuco Construtora está no mercado da construção civil há mais de 45 ano, e fabrica soluções construtivas em concreto como estacas centrifugadas, lajes alveolares, pilares, vigas armadas e protendidas, painéis de fechamento, peças especiais e similares. Também entraram em operação a IBG – Indústria Brasileira de Gases (gases naturais) e a nova planta da Amcor Rigid Plastics, uma das líderes na fabricação de embalagens PET no Brasil.

Houve, ainda, a ampliação da unidade industrial da Norship Metal (fabricação de equipamentos, acessórios e caldeiraria em geral para a indústria) localizada no Cabo de Santo Agostinho.

Confirmando a importância da região, entrará em operação o megainvestimento de mais de R$ 5 bilhões da Petroquímica Suape, do grupo Petrobras, que garante à região o título de polo do poliéster. O projeto compreende uma fábrica de PTA (matéria-prima para a resina PET), uma fábrica de poliéster têxtil e uma nova planta de PET grau garrafa – o que torna o Brasil autossuficiente nesse material, com uma capacidade de produção de cerca de um milhão de toneladas anuais.